Com foco na prevenção à violência sexual de crianças e adolescentes, ocorreu, na noite de ontem, o 1.º Fórum "Sete passos para o enfrentamento da violência sexual infantojuvenil" realizado no auditório da OAB Bauru, com o apoio da prefeitura, por meio das secretarias de Bem-Estar Social (Sebes) e de Educação.
O deputado estadual Carlos Bezerra Júnior (PSDB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e especialista em primeira infância pela Harvard School, está promovendo discussões sobre o tema em todo o Estado de São Paulo.
Durante um encontro particular, o vereador Manoel Losila (PDT) e o deputado articularam a execução do evento, que também contou com a participação da assistente social da ONG Pequenos Obreiros de Curuça, Marly Falsetti.
"A informação é a melhor arma, o melhor instrumento que podemos utilizar para transformar a vida dessas crianças, para colocar luz sobre esses abusadores e para ajudar, não apenas os educadores, mas os conselheiros tutelares e pais no enfrentamento dessa chaga do nosso tempo", declara Carlos Bezerra Júnior.
Relembrando o recente caso de pedofilia descoberto por operação da Polícia Federal em Bauru, envolvendo um porteiro acusado de tirar fotos das crianças de um condomínio e tentar aliciá-las, o também palestrante da noite, vereador Manoel Losila (PDT), militante pela proteção da família, ressaltou a importância desse evento para a cidade.
"Esse ocorrido foi uma surpresa até para os que viviam nas redondezas de onde o pedófilo vivia e frequentava. Por isso, nós precisamos criar mais políticas públicas em Bauru, para que possamos abolir a exploração sexual infantil".
SINAIS
Um dos temas abordados na noite foi o de como identificar os sinais da exploração sexual e a desmistificação da imagem do abusador. De acordo com o deputado estadual, é importante estar alerta porque a criança pode não apresentar sinais claros. "Os vestígios físicos costumam ser mais evidentes, mas os psicológicos podem se manifestar por mudanças bruscas no comportamento em casa e no desenvolvimento escolar. É importante desconstruir alguns mitos que envolvem esse tema. Por exemplo, de que abusadores são pessoas agressivas e do sexo masculino. As estatísticas mundiais apontam que, em cada dez casos, sete acontecem dentro de casa com alguém da família ou próximo", alertou.
Ao final do evento, os participantes receberam duas cartilhas: uma para si e outra para repassar. 600 mil como essas foram distribuídas nos demais fóruns pelo Estado. "Não apenas trazemos a informação, mas fazemos a sensibilização, a capacitação e, com a cartilha, esperamos que as pessoas disseminem a informação no ambiente em que estão inseridas", conclui Carlos Bezerra Júnior.