"Não sei quem" se movimenta no tabuleiro do partido "X" de olho nas eleições de 2018. Um outro avisa que vai se colocar à disposição da população no ano que vem. Aliás, avisa de novo, o tempo todo. Mais um avalia que 2018 será melhor. Um pouco.
A impressão que dá é que 2017 não existe. É um rito de passagem, um ano para cumprir tabela. Um corredor estranho que precisamos atravessar por pura obrigação. Um estorvo. E dá-lhe papagaiada sobre construir o futuro, etc.
Concordo com um sociólogo que, dias atrás, avaliou: qualquer que seja a nossa saída necessita ser construída dentro da democracia. Duro é que, assim, o processo é mais lento e acidentado.
Porque estamos vivendo uma crise muito parecida com a de outros tempos. Tem suas especificidades, mas os atores se assemelham: políticos desvirtuados, negociantes oportunistas, eleitores anestesiados. Mas, calma: em 2018...
O descolamento de 2017 da realidade atinge a todos e, assim, seguimos tocando nosso barquinho num ano invisível. É um período tão sem atrativos do ponto de vista "macro Brasil" que preferimos não olhar em volta. Melhor fitar o horizonte, lá onde mora o ano que vem.
Um novo ciclo talvez esteja emergindo da lama e só posso desejar a você, e a mim, e meus próximos, um feliz segundo semestre de 2017. Está difícil viver no "agora", mas viver é fazer. E só se faz no tempo presente. Vamos fazer acontecer.
PS. A cantora Adriana Cavallari soltou o vozeirão na sexta-feira à noite no Bar do Claudião após quase 60 dias concentrada nos seus desafios mais particulares.
Não é segredo que ela passa por tratamento de saúde e busca energia na própria coragem, que parece inesgotável. Adriana faz acontecer agora e o presente é para quem ouve o seu canto encorajador.