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Está difícil viver no 'agora'

João Pedro Feza
| Tempo de leitura: 1 min

"Não sei quem" se movimenta no tabuleiro do partido "X" de olho nas eleições de 2018. Um outro avisa que vai se colocar à disposição da população no ano que vem. Aliás, avisa de novo, o tempo todo. Mais um avalia que 2018 será melhor. Um pouco.

A impressão que dá é que 2017 não existe. É um rito de passagem, um ano para cumprir tabela. Um corredor estranho que precisamos atravessar por pura obrigação. Um estorvo. E dá-lhe papagaiada sobre construir o futuro, etc.

Concordo com um sociólogo que, dias atrás, avaliou: qualquer que seja a nossa saída necessita ser construída dentro da democracia. Duro é que, assim, o processo é mais lento e acidentado.

Porque estamos vivendo uma crise muito parecida com a de outros tempos. Tem suas especificidades, mas os atores se assemelham: políticos desvirtuados, negociantes oportunistas, eleitores anestesiados. Mas, calma: em 2018...

O descolamento de 2017 da realidade atinge a todos e, assim, seguimos tocando nosso barquinho num ano invisível. É um período tão sem atrativos do ponto de vista "macro Brasil" que preferimos não olhar em volta. Melhor fitar o horizonte, lá onde mora o ano que vem.

Um novo ciclo talvez esteja emergindo da lama e só posso desejar a você, e a mim, e meus próximos, um feliz segundo semestre de 2017. Está difícil viver no "agora", mas viver é fazer. E só se faz no tempo presente. Vamos fazer acontecer.

PS. A cantora Adriana Cavallari soltou o vozeirão na sexta-feira à noite no Bar do Claudião após quase 60 dias concentrada nos seus desafios mais particulares.

Não é segredo que ela passa por tratamento de saúde e busca energia na própria coragem, que parece inesgotável. Adriana faz acontecer agora e o presente é para quem ouve o seu canto encorajador.

 

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