| Samantha Ciuffa |
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| Maria Cristina Deziró Fernandes, uma artista múltipla e em constante renovação |
Maria Cristina Fernandes nasceu em 25 de junho de 1970. O sobrenome Deziró entrou depois e acabou sendo adotado como artístico. Em Bauru, ela estudou literatura/letras na USC e tem mestrado em comunicação na Unesp. Tem como filme preferido "O Quarto Sábio". Já seu livro de cabeceira é a "Bíblia Sagrada".
Cris possui diversas publicações poéticas e educacionais e é membro do Grupo Expressão Poética de Bauru desde o seu início (1999),participando de várias antologias. Também é ganhadora de vários prêmios: entre 1989, foi premiada em cinco concursos literários (do Rio e de São Paulo) com seus poemas; no Mapa Cultural Paulista (1999), a música "1900 e alguma coisa" ganhou o prêmio de melhor refrão; em 2000, a composição Fragmentos conquistou o título de melhor vocal feminino; mais recentemente, como no ano passado, participou como compositora e cantora da trilha sonora do filme "Solidão - A morte de Ivan Ilitch" (Leon Tolstoi), do roteirista Edvaldo Santana com as músicas "Existência Zero" e "Fragmentos".
"Deus é maravilhoso"
Como definir Maria Cristina Deziró Fernandes, uma artista múltipla e em constante renovação? A começar pelo nome. Ela é Deziró há bem pouco dos seus 47 anos (só conseguiu mudar seu nome na Justiça por conta de problemas com uma homônima). É sensível como boa nativa do signo de Câncer (nascida em 25 de junho de 1970), mas quem acompanha suas lutas aposta que é uma leoa. Confira abaixo um pouco do que foi este rico bate-papo,
Jornal da Cidade - Para começar, como você se define? Qual é sua profissão?
Cris Deziró - Bom, exerço a de professora (da rede municipal de ensino), mas. sem falsa modéstia. tenho muitas facetas, sou múltipla. Hoje sou mãe (de João Pedro, 10 anos, seu xodó), escritora, compositora, poeta, engajada em causas sociais, enfim, tenho muitos lados...nem eu sei me definir direito. E faço tanta coisa que nem sei também como encontro tempo para isso (risos). E, agora, sou oficialmente cantora.
JC - Pois é! Mais recentemente você ganhou notoriedade e seu projeto, para encaminhar pessoas que ficam esmolando nos semáforos, correu fronteiras.
Cris Deziró - Hoje, já temos 1.400 pessoas participando diretamente do projeto e, em vez de dar esmola, dando ajuda mesmo, encaminhando quem precisa para as instituições. O o S.O.Semáforo foi tema de entrevista na Globo, na Record, depois de vocês divulgarem aqui. Após o Jornal da Cidade publicar minha história, a quem agradeço muito por ter dado o pontapé inicial, gente do Brasil todo entrou nas redes sociais para saber como funciona. Só falta agora a gente ir para o "Encontro" da Fátima Bernardes...(muitos risos).
JC - E algum projeto novo?
Cris Deziró - Sim. Tenho um projeto novo dedicado a mulheres descasadas (divorciadas, viúvas, separadas), com reuniões semanais na Catedral do Divino Espírito Santo.
JC - Falando em Cadral, quem te conhece sabe que você é uma mulher de muita fé, né?
Cris Deziró - Sim, como eu digo: se for da vontade de Deus, tudo acontecerá na hora certa.
JC - A exemplo do que está acontecendo agora, como cantora?
Cris Deziró - Isso mesmo! Minha infância lá em São Manuel teve muito da religiosidade católica, eu gostava muito de igreja e me lembro que, aos 11 anos, já cantava músicas sacras, cantos litúrgicos nas missas. Aqui em Bauru, quando cheguei nos anos 90, já fui participar de coral, o Arte Viva.
JC - Pelo que soube, o coral te levou para o Exterior, correto?
Cris Deziró - Sim, foi demais. Estive na França e na Espanha. Foi muito bom. E também tenho experiência nos EUA. Ganhei uma bolsa de estudo do Rotary e lá fui eu. E, claro, que me apresentei por lá também, imagina se não. Hoje dou aulas de inglês, adoro misturar o inglês com músicas para ensinar.
JC - E, agora, vai lançar um CD de músicas cristãs?
Cris Deziró - Sim, "Alegria e Celebração" vai ser lançado nesta sexta-feira, dia 11, na Igreja de Santa Rita (frequento a comunidade de lá desde os anos 80/90, dos tempos da Renovação Carismática). Eu deixei um pouco de lado, com os estudos e as viagens, esse meu lado católico, mas não teve jeito. O chamado foi grande. Nos últimos dois anos, a inspiração veio com tudo e fui compondo, criando... como se fosse um chamado divino mesmo. E eu disse "sim" a isso. Acredito nisso, é obra de Deus. Quando vi, eu já tinha uma missa cantada pronta, inteirinha.
JC - Apesar de você ter várias vertentes, a fase espiritual está mais forte, agora?
Cris Deziró - Sim, está mesmo, estou numa fase espiritual bem legal. E, sabe, sempre achei que, se a gente tem um dom, tem que dividir isso com os outros. Não é correto as pessoas se fecharem, então o espírito do que faço é sempre esse, o de ajudar. E quando a gente sente que tem um chamamento interno, não tem jeito, tem que se abrir e aceitar essa condição. E o melhor é que, depois que você aceita isso, parece que as coisas acontecem mais naturalmente...pelo menos comigo está sendo assim, os caminhos estão sendo abertos cada vez mais.
JC - Mas não é fácil, né? Lançar um CD já não é fácil, que dirá em um nicho tão específico assim, como as músicas religiosas.
Cris Deziró - Concordo e faço questão de diferenciar do gospel (nada contra), mas minha influência é católica. E teve muita dificuldade para a gente chegar até aqui. Eu não tinha a menor noção de como se faz uma obra dessas. Claro que houve momentos em que dava vontade de desistir, mas, nas minhas orações, parecia que eu via Cristo com os olhos fixos em mim. Então, não me dava o direito de desistir.
Perfil
Maria Cristina Fernandes nasceu em 25 de junho de 1970. O sobrenome Deziró entrou depois e acabou sendo adotado como artístico. Em Bauru, ela estudou literatura/letras na USC e tem mestrado em comunicação na Unesp. Tem como filme preferido "O Quarto Sábio". Já seu livro de cabeceira é "A Bíblia Sagrada".
Cris possui diversas publicações poéticas e educacionais e é membro do Grupo Expressão Poética de Bauru desde o seu início (1999),participando de várias antologias. Também é ganhadora de vários prêmios: entre 1989, foi premiada em cinco concursos literários (do Rio e de São Paulo) com seus poemas; no Mapa Cultural Paulista (1999), a música "1900 e alguma coisa" ganhou o prêmio de Melhor Refrão; em 2000, a composição Fragmentos conquistou o título de melhor vocal feminino; mais recentemente, como no ano passado, participou como compositora e cantora da trilha sonora do filme "Solidão - A morte de Ivan Ilitch" (Leon Tolstoi), do roteirista Edvaldo Santana com as músicas "Existência Zero" e e "Fragmentos".
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