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O sofrimento de Jesus na visão médica

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação 
O ortopedista Olivo Costa Dias ministrará a palestra 

A morte de Jesus será abordada em uma palestra realizada hoje à noite na Paróquia Universitária do Sagrado Coração de Jesus. O sofrimento vivido por Cristo durante a crucificação vai ser detalhado pelo ortopedista Olivo Costa Dias, com base na visão médica.

Detalhes das lesões, como a flagelação com uso de chicotes, por exemplo, serão descritos com viés da medicina, com objetivo de gerar reflexão em torno da maior demonstração do amor de Deus aos homens e rendição da humanidade.

O evento integra as atividades do projeto "Cultura do Coração", encabeçado pela paróquia, que realiza apresentações musicais na cidade e região, como orquestras, bandas e corais. Pela primeira vez, uma palestra foi incluída à programação.

SUOR DE SANGUE

Entre os aspectos envolvendo todo martírio de Jesus, o médico irá falar do sofrimento ainda na véspera da crucificação, quando ele suou sangue. "O suar sangue, ou 'hematidrose', é um fenômeno raro. É produzido em condições excepcionais. Para provocá-lo, é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral causado por uma profunda emoção ou por um grande medo", explica Olivo.

FLAGELAÇÃO

Além da coroa de espinhos, a flagelação ocorreu também com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo com farpas (pequena lasca de madeira). "A cada chicotada, a pele se dilacerava e se rompia. Esguichava muito sangue", diz o médico. 

O ortopedista falará ainda do momento em que Cristo é pregado na cruz. "Há teorias de que o prego foi fixado no punho, porque se fosse na mão, com o peso do corpo, a pele se rasgaria. No punho, passa o nervo mediano. Só de comprimi-lo, a dor já é imensa. Imagine, então, um prego perfurando essa região do corpo. É algo terrível".

Olivo lembra que todos os meios de execução são relativamente rápidos. "Guilhotina, fuzilamento ou câmara de gás, por exemplo, não deixam de ser atos cruéis, mas são rápidos. A crucificação, não. Ela é lenta e gradual, com requintes de crueldade que mata aos poucos. Por isso, a palestra busca causar reflexão sobre o sofrimento vivido por Jesus, como forma de perdoar os pecados da humanidade", finaliza.

SERVIÇO

A palestra ocorre hoje, às 20h, na Paróquia Universitária do Sagrado Coração de Jesus, situada à rua Romildo Brunhari, 3-47, Jardim Panorama. A entrada é gratuita.

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