A Polícia Civil investiga a rede Marathon por suspeita de instalação clandestina para furtar energia elétrica da CPFL. O proprietário da academia nega as acusações. Na manhã de ontem, após emissão de laudo da Polícia Científica que teria constatado a fraude, uma equipe da concessionária interrompeu o fornecimento de energia na unidade na Rodrigues Alves.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita de irregularidade teve início em outubro do ano passado e a existência de "gatos" em outras academias da rede também está sendo investigada. Ontem, a unidade da Rodrigues Alves funcionou com gerador.
Dono da rede, Gabriel Protti afirma que, em outubro, foi informado pela CPFL somente sobre a existência de uma peça com fio solto e que, por conta do escape de energia, uma perícia seria feita no local. "Mas esta perícia nunca aconteceu. Mandaram uma cobrança no valor de R$ 54 mil e eu deveria protocolar recurso administrativo. Foi o que eu fiz e, até hoje, não tive resposta", reclama.
Nos dias 7 e 8 de julho deste ano, técnicos da CPFL estiveram na academia com a Polícia Científica e, segundo Protti, a peça que estava com problema e o relógio medidor foram substituídos. "Mais uma vez, não tivemos retorno. Nunca fomos informados, nem mesmo hoje (ontem), de que estávamos sendo investigados por fraude", completa, salientando que fará o pagamento dos R$ 54 mil para conseguir manter as atividades da academia.
Por meio de nota, a CPFL informou que não comenta casos de clientes específicos e não revelou estimativas do prejuízo causado pela possível ligação clandestina. Afirmou, ainda, que a suspensão do fornecimento por fraude é uma ação contínua da concessionária, prevista nas resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).