A Câmara dos Deputados, deve votar a reforma política amanhã, mas nem tudo está pronto para ela ser votada pelo plenário. Isso porque a semana passada integrantes das comissões onde o tema é discutido não conseguiram concluir as votações de propostas que tratam do assunto.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia havia se referido à reforma como "prioridade" na retomada dos trabalhos no Legislativo e estimou que a tramitação do assunto nas comissões estaria concluída nesta semana. Mas a comissão que já aprovou um texto principal criando um fundo de financiamento de campanhas com recursos públicos ainda não concluiu a análise de emendas. E muitas decisões ainda precisam ser tomadas.
O parecer de autoria do deputado Vicente Cândido (PT-SP) previa ainda a adoção do sistema distrital misto para as eleições proporocionais, em que deputados federais, estaduais e do DF, além de vereadores, são eleitos a partir de um esquema em que metade das vagas é preenchida a partir de uma lista fechada enquanto a outra metade será definida pelo sistema de votação majoritária em distritos.
A comissão, no entanto, aprovou um destaque estabelecendo que para as eleições de 2018 e 2020 valerá o sistema majoritário, o chamado "distritão", e o distrital misto valerá a partir de 2022 --o texto de Cândido prevê sua regulametanção em 2019.
A comissão também manteve as figuras de vice-presidente, vice-governador e vice-prefeito, que seriam suprimidas pelo parecer de Cândido.
Por outro lado, deputados mantiveram previsão do texto do petista que prevê um mandato de 10 anos de mandatos em cargos do Judiciário determinados por indicações políticas, caso dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A comissão deve retomar a discussão somente amanhã.