Internacional

Atentado em Barcelona deixa 13 mortos e polícia mata 4 suspeitos

Amanda Nogueira
| Tempo de leitura: 3 min

Reuters
Populares socorrem os feridos do ataque em Las Rambas e...famílias são liberadas por policiais para saírem de abrigo

A polícia espanhola informou que matou a tiros quatro pessoas no sul de Barcelona enquanto conduzia uma operação em resposta ao ataque terrorista nesta quinta-feira. A polícia regional da Catalunha disse no Twitter que os oficiais estão em Cambrils, uma cidade turística a cerca de 100 quilômetros de Barcelona. Eles pediram para que a população de Cambrils evitasse sair de casa.

A notícia dada por volta das 23h de ontem (horário do Brasil) foi confirmada pela emissora espanhola RTVE que reportou que policiais mataram quatro pessoas e feriram outra. O canal diz que os policiais suspeitavam que eles estavam planejando um ataque em Cambrils poucas horas depois de uma van ter avançado conta uma multidão, matando 13 pessoas em Barcelona.

 Uma van atropelou dezenas de pessoas no centro de Barcelona por volta das 17h desta quinta-feira (17), 12h em Brasília. Há pelo menos 13 mortos e 100 feridos, segundo a polícia da Catalunha que informou na noite de ontem que matou os responsáveis por um "ataque terrorista" na cidade de Cambrils, ao sul de Barcelona, após uma operação policial, sem mais detalhes.

No Twitter, a polícia não informou quantas pessoas morreram em Cambrils. A mídia espanhola disse que a polícia matou ao menos três agressores.

A polícia trata a ação como um ataque terrorista. A facção terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria em um comunicado divulgado na agência de notícias da milícia. "Os responsáveis pelo ataque em Barcelona são soldados do Estado Islâmico e conduziram a operação em resposta a chamados para atacar Estados da coalizão [que luta contra a milícia na Síria e no Iraque]."

LOCAL

O ataque ocorreu nas Ramblas, uma via de grande circulação de pedestres que liga uma praça central à orla da cidade. O chefe dos Mossos d'Esquadra (polícia catalã), Josep Lluís Trapero, afirmou que o motorista fugiu a pé após deixar a van em frente ao Teatro del Liceu -seu paradeiro continua desconhecido.

Trapero confirmou a prisão de dois suspeitos de ligação com o atentado. O primeiro foi o marroquino Driss Oubakir, 28, que morava legalmente em Ripoll (a 105 km de Barcelona) e teria alugado a van usada pelo terrorista nos arredores de Barcelona.

PRISÃO

O outro preso é um espanhol do enclave de Melilla, no norte da África, cujo nome não foi divulgado. O homem, segundo a polícia, seria o responsável por uma explosão vinculada ao ataque em um prédio de Alcalar, a 202 km de Barcelona na ação, ocorrida de madrugada, uma pessoa morreu e sete ficaram feridas.

A polícia, porém, descarta relação do atentado com outro atropelamento ocorrido horas antes nas Ramblas, em que o motorista foi morto pela polícia após atropelar dois agentes.

As estações de metrô e trem foram fechadas. Diversas viaturas foram deslocadas e turistas orientados a não irem ao local.

RUAS VAZIAS

As ruas estão fechadas para carro e completamente vazias, exceto por pequenas aglomerações em varandas e lojas.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, informou que irá coordenar os esforços de segurança, que serão reforçados na cidade catalã.

A Câmara Municipal suspendeu todas as atividades da cidade, inclusive as festas de Gràcia, tradicional celebração do bairro catalão que completa seu bicentenário nesta edição. O evento é chamariz para milhares de turistas à cidade, que já costuma ficar cheia durante o verão europeu.

Vídeos em redes sociais mostram feridos recebendo atendimento nas ruas. Testemunhas afirmam que pessoas pediram abrigo em estabelecimentos próximos ao local do atropelamento. Poucas horas após o ataque, muitas pessoas já doavam sangue em hospitais da cidade.

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