| Aceituno Jr. |
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| Encontro na Unesp discutiu modos para potencializar incremento econômico com o Carnaval |
O Carnaval pode gerar mais renda e emprego para Bauru, basta organização e uma economia criativa que faça com que o dinheiro fique na cidade. Este é o objetivo de uma força-tarefa organizada entre Secretaria Municipal de Cultura, Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Unesp, escolas e blocos carnavalescos da cidade nos últimos dias. O que significa que, após décadas sem muito planejamento principalmente por parte do poder público, o Carnaval de Bauru poderá voltar a ser "pensado" antecipadamente.
Em uma reunião realizada, na última terça-feira, que contou com o diretor da Faac Marcelo Carbone Carneiro e com um representante da União das Escolas de Samba Paulistanas (Unesp), o secretário municipal de Cultura Luiz Fonseca instigou os representantes de escolas samba e blocos carnavalescos de Bauru a iniciarem um trabalho diferenciado em relação aos preparativos para a festa, fomentando mais parcerias, principalmente com a Unesp.
"Cursos como a engenharia, a arquitetura e design podem ajudar na construção de carros, alegorias e adereços. E, observamos que muitos vão às compras fora ao invés de gastarem a renda na cidade. Será mesmo que não há empresas preparadas aqui? Se houver procura, com certeza haverá demanda", fecha questão Luiz Fonseca.
Durante o encontro, ficou acertado que a Unesp prepararia, junto às escolas e blocos, um diagnóstico com base nas necessidades. "Temos docentes com experiência no assunto e, inclusive, um grupo de pesquisa e extensão, chamado NeoCriativa, que tem buscado a construção de uma agenda para recuperar a cultura do samba", comenta Carbone.
O diagnóstico preliminar deve ser apresentado em 6 de outubro, no 1.º Seminário do Carnaval de Bauru, que deve contar com a presença de representantes da liga estadual e nacional das escolas de samba. O local e horário ainda são indefinidos.
CRIAÇÃO DE LIGA
A presença dos representantes das ligas carnavalescas de fora em Bauru terá como uma das principais missões incentivar a criação de uma entidade do tipo na cidade.
"Se houvesse uma liga consistente do Carnaval bauruense, o repasse da verba às agremiações poderia ser feito direto, sem a necessidade de licitação. E não precisaríamos gastar com a contratação de uma empresa de gestão, por exemplo", comenta Fonseca.
Atualmente, o repasse é liberado em duas fases: 40% na semana do Carnaval e 60% cerca de 30 dias após a festa. Fato que gera descontentamento das agremiações por não possibilitar maior planejamento.
Fonseca descarta que o objetivo da prefeitura com a ação seja diminuir ou cortar o repasse. "92 cidades não tiveram Carnaval neste ano. Hoje, nós temos a verba, mas será que amanhã teremos? Não dá para as escolas ficarem só à mercê do poder público", considera o secretário.
Em 2017, o Carnaval de Bauru custou cerca de R$ 700 mil aos cofres públicos somados o repasse às agremiações, contratação de empresa de som e gestão. Os dias de festa, contudo, proporcionam giro econômico e beneficiam diretamente o comércio ambulante.
'PODE RENDER BONS FRUTOS'
Presidente da Mocidade Unida da Vila Falcão, Jair Fontão Odria considera positiva a parceria com a Unesp e uma conquista o fato de o Carnaval de 2018 estar na agenda de discussão do poder público desde já. “Hoje, gastamos a maioria do dinheiro que arrecadamos e do repasse em São Paulo. Teríamos que achar uma forma de fazer um convênio com alguma empresa, porque Bauru não tem opção e é tudo acima do preço”, afirma. “Mas a orientação de uso de novos materiais pela Unesp pode render bons frutos”, completa Odria
