| Malavolta Jr. |
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| Advogados Ednize Tamarozzi, Ana Paula Radighieri Moreti e Alisson Caridi, todos da OAB Bauru, estiveram no local para apurar a denúncia; ao lado, a carta que os aposentados receberam |
Na tarde de ontem, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Bauru denunciou um homem de 50 anos por exercício ilegal da função e tentativa de estelionato. Mediante à acusação, a Polícia Militar (PM) prendeu em flagrante o acusado, que, segundo a entidade, estaria se apresentando como advogado para fazer revisões de benefícios previdenciários em sala alugada de uma igreja da Praça Washington Luiz, no Centro de Bauru.
De acordo com Alisson Caridi, coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB Bauru, o órgão recebeu a informação de que teria uma suposta empresa de fora realizando esse trabalho na cidade nesta semana. "Essa empresa enviou correspondências para um grupo específico de pessoas, que recebem benefícios previdenciários, informando atendimentos de revisão seriam feitos nesta quinta e sexta-feira, na Praça Washington Luiz", declara.
No local, A.A.J. (somente as iniciais foram informadas pela polícia) disse aos membros da OAB que, na verdade, era um estudante do 4.º ano de direito. "No entanto, nós ficamos boa parte da manhã onde ele estava atendendo e as pessoas afirmaram que ele se apresentava como sendo advogado. Com base nisso, orientamos que ele parasse os atendimentos, mas, como ele deu prosseguimento, nós acionamos à PM", afirma o coordenador da Comissão de Prerrogativas da OAB Bauru.
SUSPEITA
A presença da polícia intrigou os aposentados. "Nós recebemos essa carta em casa, mas, agora, estamos achando que é golpe", disse Valter Mathias, 60, um dos que estavam aguardando por atendimento ontem.
Segundo o coordenador da Comissão de Prerrogativas da OAB, mesmo que o acusado não estivesse atuando como profissional, mas somente fazendo a prospecção de clientes a outros advogados, essa é uma prática proibida. "Será apurado se ele firmou contratos de prestação de serviços advocatícios. Ele até chegou a mencionar que, se o cliente aceita fazer a revisão, eles indicariam advogados. Mas, mesmo que um advogado esteja utilizando essa empresa para captação de clientes, trata-se de uma prática proibida pelo código de ética da OAB", completa Alisson Caridi.
No local, apurando a denúncia, também estiveram presentes advogados membros da Comissão de Assuntos Previdenciários da OAB Bauru.
DETIDO
O acusado foi encaminhado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ). Lá, duas pessoas que já haviam sido atendidas por ele e outras duas que estavam no aguardo também se apresentaram.
"Uma das vítimas já tinha entregado cópias dos documentos e assinado o contrato. Esse contrato será muito importante para as investigações", afirma o aspirante da PM Wanderson Rogério Sanches.
De acordo com o policial militar, o caso foi registrado como estelionato tentado e o homem ficou preso.
