| Malavolta Jr. |
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| Coordenadoras do projeto Happy Mommy: Paula Rocha (à esq.), com o filho Gustavo Rocha Cavalini; Clara Cortez (à dir.), com o filho Fernando Ervilha Brandão; e Lúcia Stradiotti Concetta (ao fundo), com os filhos Rafael e Caio Stradiotti Concetta |
"Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe". Essa é uma das populares frases sobre a maternidade. Outras, sobre o "momento mágico" e "sagrado", também são recorrentes. Mas há um lado não tão sublime sobre a maternidade, que a torna um momento muito solitário e de dores veladas para muitas mulheres.
"Às vezes, o simples fato de lavar o cabelo deve ser marcado na agenda, combinado com alguém", comenta Lúcia Stradiotti, 32, enquanto dividia a atenção entre a entrevista e seu filho mais novo, de 1 ano. "Mesmo assim, quando eu penso que estou tomando um banho mais demorado e tive que deixar meu filho com outra pessoa, penso: 'será que eu sou uma péssima mãe?'", completa.
Essa é uma dentre as variadas dificuldades e angústias que as mães que organizam o "Happy Mommy" - um encontro com o intuito de desmistificar a maternidade - elencam sobre o período durante e depois do puerpério.
"Depois que o Fernando nasceu, eu assustei um pouco por conta da romantização da maternidade. Você percebe que não é bem assim. Nós temos dificuldades para amamentar, o pós-parto é complicado, principalmente nos primeiros 15 dias. Enfim, você se vê passando por todas as mudanças físicas e hormonais muito sozinha", comenta Clara Cortez, 33, mãe do Fernando Ervilha Brandão, de dois anos e 11 meses.
"Quando minha amiga engravidou, eu me senti na obrigação de ser verdadeira com ela", comenta Clara. Foi assim que surgiram as primeiras conversas sobre o que elas chamam de "lado real" da maternidade.
Paula Rocha, 41, é a amiga de Clara que recebeu as dicas e que também divide com ela e com Lúcia suas dificuldades. Ela contou, enquanto amamentava, que o "ser mãe" é viver em função de seu filho. "Nós vivemos a alegria e o sofrimento. Percebemos o quanto mudamos depois de ser mãe. Nós vivemos inteiramente para eles. Então, pensamos: 'quantas mulheres não devem passar pela mesma situação e a gente nunca ouviu falar?'", ressalta Paula, mãe de Gustavo Rocha Cavalini, de 1 ano.
HAPPY MOMMY
Nesse sentido, essas três mães - que também trabalham como coachs - começaram a promover piqueniques na praça Salim Haddad Neto, na Vila Nova Cidade Universitária, e trocar suas experiências com mães que estivessem por ali.
Foi assim que idealizaram o encontro Happy Mommy. "Nós sentimos a necessidade de ampliar essa conversa, para não ficar só entre nós que somos amigas, mas mostrar para outras mães que elas não estão sozinhas", comenta Clara.
O primeiro encontro foi realizado em maio deste ano e teve a participação de 13 mães. "Temos a expectativa de aumentar essa participação e estamos divulgando também nas redes sociais", declara Paula.
A segunda edição já tem data marcada. Será realizado amanhã (dia 26), das 13h às 17h, no mesmo local da primeira edição, o Espaço Light (SPA), em Piratininga. "Teremos atividades com a arteterapeuta Sandra Palhares, café da tarde e sorteio de brindes de cuidados para a mulher", completa Lúcia.
SERVIÇO
As inscrições para o 2.º Happy Mommy podem ser feitas através de um link disponibilizado na página do Facebook "De uma mãe pra outra". Mais informações pela própria página ou pelo telefone: (14) 98115-1529.
