| Aceituno Jr. |
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| Francisco Simi com o lanche e a maionese de alho negro. |
Um produto queridinho da alta gastronomia, que promete prevenir doenças e ajudar a emagrecer, ainda é pouco conhecido em Bauru. Surgido no Oriente e com um número pequeno de produtores no Brasil, o alho negro tem atraído muitos admiradores por seu sabor, completamente diferente do ardor proporcionado pelo condimento tradicional.
Adocicado, o gosto lembra uma mistura de vinagre balsâmico, tamarindo e melaço e combina, segundo chefs de cozinha, com saladas, queijos, massas, frutos do mar, carnes assadas e até sobremesas. Em Bauru, a iguaria é utilizada como base para o preparo de uma maionese que dá um toque especial a um dos lanches artesanais de uma hamburgueria localizada na zona sul.
Segundo o proprietário, Francisco Simi, o condimento precisa ser adquirido em São Paulo, já que não é encontrado em nenhum estabelecimento da cidade. "Mas, aqui na hamburgueria, quem experimenta gosta muito. Alguns clientes, inclusive, pedem a maionese à parte, para provar com outros lanches do nosso cardápio. O sabor realmente é diferenciado e gera curiosidade, porque a maioria das pessoas nunca ouviu falar", revela.
O alho negro passou a fazer parte da lista de ingredientes básicos do estabelecimento, como uma alternativa mais sofisticada à convencional maionese verde de alho, há cerca de um ano e meio. Também em um passado recente, uma rede de supermercados da cidade chegou a comercializar o condimento, mas, devido à baixa saída, já que o produto ainda é muito caro, acabou suspendendo novas compras.
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| Francisco Simi mostra a maionese de alho negro que serve com seus hambúrgueres |
Um dos produtores do alho negro no Estado, o agrônomo Fernando Kondo mantém seu cultivo em um sítio em Guatapará, região de Ribeirão Preto. Com vendas também pela Internet, ele conta que já recebeu encomendas de dois moradores de Bauru. "Mas, de empresas, ainda não", revela. Em seu site, 500 gramas da iguaria já descascada saem por R$ 98,90.
FERMENTAÇÃO
Kondo explica que o alho negro não é uma variedade da planta, mas o alho comum (alho roxo) submetido a um processo de fermentação por cerca de 20 dias em uma estufa a 65 graus e com umidade constante. Nesse período, os açúcares e aminoácidos do alimento reagem, provocando a mudança de coloração, textura e gosto.
"Não há adição de nenhum produto químico e, de maneira natural, o processo de maturação potencializa as características do alho in natura", detalha. Segundo Kondo, as propriedades antioxidantes da versão negra podem se tornar até dez vezes maiores do que as encontradas no condimento comum, aumentando a capacidade de retardar o envelhecimento das células e, assim, de prevenir doenças como o câncer.
"Ele também tem propriedades antivirais e antifúngicas, ajuda a controlar a pressão arterial e a diminuir as taxas de colesterol, além de ser termogênico, o que contribui para o emagrecimento", enumera. Para garantir todos os benefícios, contudo, o recomendado é que o produto não passe por processos de cocção.
O alho negro produzido por Kondo pode ser adquirido no site www.alhonegrodositio.com.br, que faz entregas em todas as regiões do País.

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