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Ciclistas fazem força-tarefa para recolher lixo de trilhas

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Em nome do meio ambiente, grupo deixou de lado o passeio convencional e recolheu lixo

Ajudar a manter limpo o cenário que serve de descanso e lazer para o grupo aos finais de semana e conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar do meio ambiente. Foi com essas propostas que ciclistas de Bauru se reuniram na tarde de ontem para, além de pedalar, recolher o lixo acumulado às margens de 500 metros de trilhas na região do IPMet da Unesp.

A iniciativa pioneira contou com apoio de ciclistas dos grupos Turma do Indiozinho, Clube do Pedal, Night Bikers e Rota 45. Enquanto parte do grupo seguiu de bicicleta em busca dos materiais, o restante teve de sacrificar o passeio ciclístico semanal e acompanhar os colegas em picapes para ajudar no transporte do lixo.

O empresário Antônio de Castro, o Toninho, conta que o cenário visto durante os passeios fez com que o grupo de amigos decidisse se mobilizar. "A mudança não está nos outros e sim em você mesmo", diz. "A gente andava na trilha, via a sujeira e ficava indignado. Aí tomamos a decisão de limpar para mostrar que não custa nada jogar lixo no lugar correto".

O também empresário Vanderlei Lenharo destaca que o mutirão teve como principal proposta a conscientização ambiental. "A gente vem notando, cada vez mais, o descarte de lixo da cidade nas trilhas. A intenção é chegar até a população. Quanto mais pessoas tomarem consciência, melhor", pontua.

O comerciante Edenilson Veríssimo, um dos pioneiros dos passeios ciclísticos em Bauru, fez questão de ajudar na limpeza. "Eu pedalo há 35 anos. É uma satisfação ver como esse esporte cresceu", revela. "Estamos aqui para limpar a trilha e deixar ela mais agradável para todos nós".

No início do percurso, a quantidade de material encontrado já mostrava que o trabalho seria duro. Além de pedaços de pano e roupas, foram recolhidos calçados, bolsas, garrafas, latas, pedaços de isopor, plástico e três TVs. O lixo lotou oito caçambas e foi levado até o Jardim Botânico para destinação adequada.

DESRESPEITO

Segundo o empresário Luis César Demarchi, a maior parte do lixo é levada até as trilhas de propósito. "A pessoa prefere colocar dentro do carro e jogar nesse ambiente privilegiado que a gente tem de cerrado natural", denuncia.

"A maioria dos ciclistas tem consciência ecológica, quer preservar o meio ambiente, não destruir as trilhas e levar o lixo de volta", complementa o ciclista Wágner Bisacchi. "Temos bolsos nas roupas justamente para isso".

 

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