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Ciclovias ao longo da ferrovia

Osmar Cavassan
| Tempo de leitura: 2 min

Li com muita satisfação na edição de 28/08/2017 do Jornal da Cidade o plano de mobilização da Prefeitura Municipal, que propõe a integração das ciclovias ocupando os espaços laterais do traçado ferroviário na zona urbana de Bauru. Respeitando a história da ferrovia em Bauru, hoje é apenas um depósito de sucatas e abrigo de marginais e drogados, por onde transitam eventualmente alguns comboios administrado por empresa privada.

Mas o preço que pagamos por esta herança e pelo atual uso desta ferrovia é muito grande. Se existe algo que realmente trava o desenvolvimento e trânsito na cidade é o atual estado do traçado ferroviário em Bauru. Os poucos viadutos que fazem a sua transposição em breve deverão sofrer manutenção, com custos elevados e transtorno para o trânsito.

Os casarões das antigas companhias que administravam a ferrovia constituem cada vez mais ameaça à segurança da região em virtude de "inquilinos" que abrigam. Portanto, segue uma sugestão que já apresentei a alguns administradores e políticos da cidade em outras oportunidades.

A ciclovia ao longo das ferrovias, conforme já anunciado, seria uma alternativa para transporte barato e seguro, além de um ambiente para prática de um esporte saudável. O seu uso inibiria a presença dos atuais ocupantes.

Os barracões remanescentes poderiam ser restaurados e transformados em ambientes para atividades culturais, tais como oficinas, salas de dança, esportes e educação. Seria um excelente campo de estágios para nossos universitários, uma vez que hoje Bauru vem se tornando um dos maiores "câmpus" do Brasil.

Restaurantes, bares temáticos, espaços para exposição seriam bem-vindos e administrados por empresas privadas, sob a supervisão da Prefeitura Municipal. As áreas livres poderiam ser preenchidas por alamedas arborizadas, bosques, trilhas para caminhadas, parquinhos infantis e academias ao ar livre.

O traçado urbano das ruas, poderia transpor a ferrovia em nível, como acontece na Europa, Austrália e outros países de primeiro mundo, não necessitando assim de construção e manutenção de viadutos. Os comboios trafegam em velocidade lenta e mesmo um veículo urbano sobre trilhos, não ofereceria riscos maiores do que já existe nas atuais transposições.

Para tudo isso seria necessário, compromisso político, um plano que exceda uma administração e participação de toda comunidade. A participação da atual administração da ferrovia é imprescindível, afinal, usam parte de nosso espaço urbano e seria justo, e acho até conveniente, uma parceria com vantagens para ambos.

Alguns trechos e empreendimentos poderiam ser adotados pela iniciativa privada, como forma de divulgação da marca ou outra forma de incentivo.

O mercado imobiliário, que tanto insiste em avançar em áreas de proteção ambiental, poderia com este projeto, ter os imóveis em bairros adjacentes valorizados.

Fico, portanto, feliz com a iniciativa anunciada pela Prefeitura Municipal e segue aqui esta pequena contribuição neste projeto.

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