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| Marco Godoy, com o filho Felipe, e André Anastásio exibindo a medalha |
Dois jogadores do time máster de polo aquático do Bauru Tênis Clube (BTC) fizeram história ao conquistar com a seleção brasileira a medalha de bronze no Campeonato Mundial realizado em Budapeste, na Hungria. Entre gigantes do polo aquático, no "berço" da modalidade, na categoria acima de 45 anos, a seleção canarinho venceu a fortíssima Rússia na disputa de bronze por 10 a 8.
Antes de derrotar os russos, em competição com 16 países divididos em quatro chaves, a seleção brasileira jogou seis vezes e venceu cinco, sofrendo apenas um revés para os donos da casa, que acabaram sendo os campeões. A equipe brasileira de André Anastasio e Marco Godoy derrotou também a forte Eslováquia por 20 a 3; a seleção da Itália por 11 a 2, nas quartas de final, e os Estados Unidos por 14 a 7.
Um dos principais responsáveis por fechar o gol do Brasil e garantir a medalha, Anastásio falou sobre a histórica conquista com a medalha no peito. "Sempre jogamos na seleção brasileira, tanto de base, depois profissional e agora no máster. Convocações estas que vieram pelos jogos vestindo as cores do time de polo do BTC. E conquistamos na Hungria algo de muita importância pra gente, que coroa uma dedicação de mais de 35 anos neste esporte pelo BTC. No Mundial, fizemos ótimos jogos, ganhando de todo mundo, mas na semifinal, contra os donos da casa, com ginásio cheio, acabou prevalecendo a força deles e perdemos de 10 a 4. Depois voltamos para a piscina na busca pelo bronze e saímos vitoriosos", comenta.
Medalhista mundial pela seleção, o goleiro André Anastasio comentou sobre a importância das novas gerações do polo serem reforçadas, com apoio da iniciativa privada. "Fico feliz de saber que a diretoria do clube tem o interesse e estuda trazer as escolinhas de polo. Essa renovação é fundamental", frisa.
O diretor de polo do BTC, Rafael Cassab, ressaltou a importância da renovação para novas gerações. "O polo do BTC tem uma tradição de quase 70 anos. O Marco e o André vieram dessas escolinhas. Praticam aqui há três décadas e meia. É importante que essa modalidade seja vista com bons olhos pela iniciativa privada também, para continuarmos formando novos jogadores e cidadãos", declara.
