Política

De olho em 2018, Rodrigo Agostinho deixa o PMDB

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Rodrigo planeja disputar a eleição para a Câmara Federal 

O ex-prefeito Rodrigo Agostinho adiantou ontem ao JC que está deixando o PMDB, legenda à qual está filiado desde o final dos anos 1990. Antes, no começo de sua militância política, foi membro do Partido Verde (PV). Pelo PMDB, Rodrigo foi duas vezes vereador em Bauru - eleito em 2000 e 2004, nesta como o mais votado na ocasião - e foi prefeito por dois mandatos seguidos, entre 2009 e 2016. Foi ainda secretário municipal do Meio Ambiente entre 2007 e 2008.

O nome de Rodrigo Agostinho já consta como desfiliado do PMDB no registro nacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Já conversei com os dirigentes do partido, confirmei que estou saindo. É uma decisão que tomei há algum tempo, mas ainda estou definindo para onde irei", comentou.

O ex-prefeito será candidato a deputado federal nas eleições de 2018. Rede e PPS são dois dos partidos que podem ser o destino de Rodrigo, apurou o JC. "Realmente tenho conversas com eles, mas também com outros, onde existem pessoas com a qual tenho afinidade. Farei uma escolha tranquila, sem fazer leilão ou algo do tipo", revela.

CENÁRIO

Rodrigo Agostinho diz que o atual momento político do País pode interferir em sua decisão, mas que este não é o fator principal. O Congresso Nacional ainda está votando qual será o modelo das eleições parlamentares - mantendo o modelo proporcional atual, ou indo para o majoritário (distritão), ou até algo híbrido, como o distrital misto.

"Eu sou defensor da eleição proporcional, mas se mudar para majoritário com o distritão, vou me candidatar da mesma forma. Neste caso, teria que estar entre os 70 candidatos mais votados do Estado, independente de partido. Se ainda for mantido algo proporcional, aí naturalmente terei que escolher alguma legenda onde tenha condições de ser eleito, por conta do quociente eleitoral", reitera.

Rodrigo Agostinho foi candidato a deputado federal em 2006 pelo PMDB, e obteve mais de 40 mil votos, porém não o suficiente para ser eleito na época. Depois, ganhou a eleição para prefeito em 2008, derrotando Caio Coube (PSDB) no segundo turno, e foi reeleito quatro anos depois, com mais de 150 mil votos, o equivalente a 82% dos votos válidos, a maior votação que um candidato a prefeito ao Palácio das Cerejeiras já obteve.

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