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Número de devedores nas escolas cai em 2017

Marcus Liborio
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O índice de inadimplência nas escolas particulares de Bauru e região apresentou queda média de 2,51% neste ano, de janeiro a julho, em relação ao mesmo período de 2016, segundo dados do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (Sieeesp), que representa os colégios privados em território paulista.

O percentual de inadimplência na região, que abrange 273 instituições de ensino particular em 90 cidades, vem caindo depois que as unidades adotaram critérios mais rigorosos na admissão de alunos. Nos sete primeiros meses do ano passado, o índice de devedores contabilizou 55,08%. Já em 2017 (de janeiro a julho), foi de 52,57% (veja levantamento no quadro abaixo).

A informação é do presidente do Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva, que esteve na última semana em Bauru para uma reunião com mantenedores de colégios particulares da região. "As escolas estão aprendendo a cobrar. Passaram a ser mais criteriosas na hora de liberar a matrícula dos alunos, consultando os órgãos de proteção ao crédito, como Cerasa e SPC", explica.

Douglas Reis
Benjamin aponta que consulta a órgãos de proteção ao crédito antes de liberar a matrícula contribuiu para queda no índice de inadimplência 

Benjamin diz ainda que a valorização do ensino privado também colaborou para a queda no número de inadimplentes. "Os pais estão valorizando mais as escolas particulares e isso também contribuiu na mudança de cenário. A média histórica de devedores no Estado girava em torno de 16%. Agora, caiu para 8%, 7%", discrimina.

Diretor regional do Sieeesp, Gerson Trevizani, o Duda, reitera que as famílias passaram a valorizar mais as instituições privadas e também a organizar melhor as finanças. "Nesse ano, que é o pico da crise, a inadimplência caiu bastante, por incrível que pareça. Os pais, inclusive, têm comparecido nas escolas para negociar suas dívidas", observa.

MUTIRÃO

Com objetivo de saldar os débitos, será promovido um mutirão de negociação sobre mensalidades atrasadas na rede privada de ensino, entre pais de alunos, representantes de colégios e Tribunal de Justiça (TJ). Em Bauru, a ação deve ocorrer ainda neste ano, conforme estima o presidente Sieeesp.

"Vamos chamar os inadimplentes para firmar um acordo e tentar resolver o problema de forma amigável. Caso contrário, a cobrança será feita judicialmente", explica Benjamin, avaliando que o reajuste das matrículas para o ano letivo de 2018 não deve passar de 6% - valor de reposição da inflação.

No encontro da última semana também foram discutidos o contrato de prestação de serviço das escolas para o ano que vem e a Reforma Trabalhista, bem como o índice de desistência de alunos no primeiro semestre de 2017. "Não há estimativa de perdas para este ano, mas também não existe expectativa de aumentar o número de estudantes nas escolas", finaliza. 

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