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Importância do elemento humano nas empresas

Graziella Ribeiro Soares Moura
| Tempo de leitura: 2 min

Adianta uma organização ter o equipamento mais moderno, de última geração, e não ter pessoa competente para operá-lo? Uma pessoa feliz, motivada e satisfeita com seu ofício e em seu ambiente laboral com certeza apresenta maiores desempenhos e resultados à organização. É o que indicam as últimas pesquisas na área sobre mercado de trabalho.

No modelo atual de relações trabalhistas em que o profissional serve a um patrão, um chefe traz resquícios da visão cartesiana. Essa filosofia originária dos estudos de René Descartes e Isaac Newton foi expressa nas teorias de Taylor e Ford no início do século passado, por ocasião da Revolução Industrial. Tal teoria tratava o operário da fábrica como uma peça da engrenagem, sem considerar suas reais necessidades de saúde, segurança e bem-estar.

Porém, muitas companhias já estão aderindo ao paradigma holístico de relações no ambiente corporativo, em que as pessoas são consideradas em seu todo, de forma integral como seres biopsicossociais.

Essa vertente considera as pessoas como seres biológicos, com corpo físico que necessita de cuidados; seres psicológicos, cujos aspectos cognitivos como inteligência e raciocínio fazem diferença no desempenho das atividades aliados aos emocionais que têm forte influência em suas ações; e seres sociais, frutos de uma cultura a qual também exerce interferências nos comportamentos humanos e, logicamente, nas relações interpessoais e profissionais.

Sendo assim, as pessoas nessa perspectiva têm suas necessidades priorizadas pela companhia onde trabalha porque esta acredita que com satisfação e felicidade. Essa pessoa trará um retorno muito favorável à empresa.

O modelo de trabalho gerado no século passado com características como centralização de poder, mecanicismo e obediência está fadado à falência e deve ser substituído por trabalho compartilhado, engajamento, autonomia, equipes descentralizadas, troca de ideias e participação.

Outro ponto muito importante a considerar nas novas relações de trabalho diz respeito à diversidade, pois o ser humano é, em sua essência, um ser individual com características únicas, e a união dessas características humanas forma a força da instituição a qual deve ser valorizada com o intuito de maximizar o resultado final da corporação.

A nova lei trabalhista sancionada em julho desse ano pelo presidente apresenta pontos que caracterizam um retrocesso nas questões entre empregador e empregados, mas também pontos que podem alargar o entendimento da dimensão integral das pessoas compreendendo-as como o elemento principal da organização, assim como deve ser.

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