| Ueslei Marcelino/Reuters |
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| Henrique Meirelles é visto durante coletiva de imprensa em Brasília, Brasil |
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou nesta quarta-feira que seja pré-candidato à Presidência da República, após o líder de seu partido, o PSD, na Câmara, Marcos Montes (MG), afirmar que ele recebera com “entusiasmo” o convite da bancada para disputar o Palácio do Planalto.
“Eu não sou pré-candidato à Presidência da República”, escreveu Meirelles em sua conta no Twitter. “Estou concentrado em meu trabalho na Fazenda, para colocar o Brasil na rota do crescimento sustentado”, acrescentou.
Mais cedo, após reunião de Meirelles com a bancada do PSD, Montes disse a jornalistas que os parlamentares convidaram Meirelles para ser candidato pela legenda no ano que vem. O deputado disse que o ministro não respondeu de imediato, mas recebeu a proposta de candidatura com “entusiasmo” e com um sorriso.
“O que foi colocado a ele (Meireles) é que se existe um nome que preenche os requisitos do mercado, daqueles que realmente vivem o dia a dia da economia, mas principalmente com a sociedade em geral, eu acho que o nome dele cai como uma luva nisso tudo”, disse Montes a jornalistas após o encontro com Meirelles, que é filiado ao PSD.
“Ele recebe sempre com entusiasmo. A gente tem convicção que ele atenderá o chamado da sociedade. Nós chamamos hoje”, acrescentou o líder, afirmando que Meirelles não respondeu de imediato ao convite.
“(Meirelles) não falou ‘estou disposto’, mas o sorriso, lá em Minas Gerais, nós achamos que é melhor que duas palavras.”
Pouco depois, em sua conta na rede social, entretanto, Meirelles negou a pré-candidatura, ao mesmo tempo que se disse “honrado” com as palavras que ouviu dos deputados de seu partido. O ministro prometeu seguir debatendo a política econômica com todos os parlamentares.
A reunião de Meirelles com os deputados do PSD, de acordo com Montes, teve o objetivo de “aproximar” Meirelles da política.
No final do mês passado uma fonte disse à Reuters que Meirelles quer ser candidato ao Palácio do Planalto, mas sabe que só terá chances reais com uma melhora respeitável da economia. [nL2N1LG0OK]
Caso decida concorrer ao Palácio do Planalto no ano que vem, Meirelles terá de deixar o comando da Fazenda em abril, seis meses antes do pleito, para atender a regra de desincompatibilização.
Meirelles se soma a outros nomes que aparecem como possíveis candidatos à Presidência, casos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dos tucanos Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, e João Doria, prefeito da capital paulista, da ex-senadora Marina Silva (Rede) e do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
O nome do ministro da Fazenda ainda não foi testado nas pesquisas de intenção de voto dos principais institutos que já fizeram sondagens sobre as eleições do ano que vem.
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