Política

Projeto de lei prevê identificação por biometria de torcedores em estádios

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Aurélio Alonso
Em entrevista no Café com Política, no JC, Celso Nascimento explicou os seus projetos de lei

Assim como já ocorre na portaria de muitas casas noturnas, o acesso a estádios também poderá contar com a exigência de identificação biométrica dos frequentadores. De autoria do deputado estadual Celso Nascimento (PSC), que tem domicílio eleitoral em Bauru, projeto de lei para obrigar estes espaços poliesportivos a cadastrar torcedores e armazenar suas impressões digitais está em tramitação na Assembleia Legislativa, em São Paulo.

Se aprovada, a proposta - que prevê a possibilidade de identificação também por íris ou retina -, será imposta aos estádios com capacidade superior a 10 mil pessoas. Desta forma, o Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, com capacidade para 18 mil torcedores, também teria de promover a adequação.

O projeto de lei prevê, ainda, o emprego de sistema de monitoramento por imagem em toda a área de uso comum dos estádios. Segundo Nascimento, a intenção é garantir maior segurança aos torcedores e coibir a ações violentas, além de assegurar maior controle sobre o impedimento do acesso de pessoas punidas e afastadas das partidas em razão de brigas anteriores.

"Brigas de torcidas são recorrentes, gerando mortes, em alguns casos. As famílias que gostam de ir aos estádios com seus filhos precisam se sentir mais seguras. Com a presença das câmeras e o cadastramento, quem vai aos estádios com a disposição de causar problemas certamente começaria a ter mais cautela, porque seria muito mais facilmente identificado", pondera.

Nascimento revela que São Paulo seria o primeiro Estado brasileiro a exigir este tipo de equipamento de segurança nos estádios. Para o parlamentar, o custo não seria elevado para os clubes, que teriam de encontrar, contudo, mecanismos para realizar o cadastramento prévio, convocando os torcedores para os estádios em datas anteriores às partidas.

CRIANÇAS DIABÉTICAS

Outro projeto de lei do deputado em tramitação na Assembleia visa tornar obrigatória a presença de pessoa treinada dentro das escolas públicas e particulares de Educação Infantil e de Ensino Fundamental para realizar o teste de glicemia capilar e aplicar insulina em alunos diabéticos. A medida não geraria nenhum custo extra para os estabelecimentos de ensino, uma vez que a técnica é relativamente simples e qualquer pessoa do quadro de funcionários poderia ser habilitada por profissionais de saúde voluntários.

"Em casa, normalmente a aplicação é feita pelos pais, que não teriam mais de correr para a escola, caso a criança precisasse de insulina durante as aulas. A criança normalmente já leva o seu próprio kit, que é de uso exclusivo. Com um funcionário treinado na escola, ela teria atendimento imediato", pondera.

Segundo estimativa da Federação Internacional de Diabetes (IDF), 23,3 milhões de pessoas no País terão a doença em 2040 - deste total, 5% são crianças e adolescentes na faixa etária de até 15 anos. Caso sejam aprovados, os dois projetos de lei ainda terão de passar por sanção do governador Geraldo Alckmin.

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