Polícia

Presidiários usam adolescente no golpe da recarga de celular em Bauru

Márcia Duran
| Tempo de leitura: 2 min

Uma adolescente de 15 anos pode ter sido usada por presidiários no golpe da recarga de celular, como aponta boletim de ocorrência (BO), registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru. O prejuízo em uma farmácia do Núcleo Mary Dota foi de R$ 904,00.

Segundo consta no BO, a adolescente recebeu um telefonema em seu celular e o interlocutor afirmou que o número de telefone dela havia sido premiado com R$ 10 mil, mas que deveria fazer um depósito de R$ 1.500,00. Pediu para que ela não desligasse o celular e fosse até a casa lotérica mais próxima. Ela deveria passar o celular para a caixa da lotérica no momento do depósito, mas a atendente se recusou a falar no telefone e chamou o próximo da fila.

O interlocutor, então, solicitou que a adolescente se dirigisse a um estabelecimento que fizesse recargas em celulares. Passou vários números para ela, de várias operadoras, e disse que a máquina de recarga iria apontar quando ela ganhasse o prêmio de R$ 10 mil. A jovem obedeceu, de acordo com o BO, mas quando passou de R$ 500,00, o homem no outro lado da linha mandou que ela fosse para a calçada e corresse. O que a jovem não fez. Ele, então, pediu para falar com a atendente da farmácia. Explicou para a funcionária que falava de um presídio e que havia convencido a adolescente a fazer as recargas pelo prêmio e desligou o telefone.

Na CPJ, compareceram a menor, a mãe dela e a funcionária da farmácia, que explicou que é comum fazer as recargas e depois receber o pagamento.

A família da adolescente alegou que não tem recursos para arcar com o prejuízo da farmácia. A Polícia Civil investiga o caso e fica o alerta aos pais e comerciantes para a nova forma que os presidiários encontraram na hora de aplicar o golpe da recarga em celulares.

 

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