| Aurélio Alonso |
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| Valdir Souza, o Valdiki, tem fotos e material do Pirajuí Atlético Clube, a equipe mais antiga da cidade |
As divisões inferiores do futebol profissional viveram de pequenos ciclos na região de Bauru. Algumas vezes se misturou com a política para ajudar a eleger deputados e em outras foi uma tentativa de equipes amadoras buscarem os certames da segunda e terceira divisão pela qualidade de seus times amadores. O pioneiro em Bariri foi a Indústria de Óleo Resegue que, após conquistas regionais em certames amadores da Liga de Futebol de Jaú, tentou a terceira divisão entre 1964 e 1966.
Após três anos, a empresa enfrentou crise financeira e o Resegue acabou desistindo do futebol, mas influenciou na criação do Esporte Clube Municipal em 1972 inspirado no Noroeste de Bauru, que só durou uma temporada. Ainda seria fundado o Bariri Esporte Clube (BEC) ligado à prefeitura que também não conseguiu passar de dois campeonatos da quinta divisão.
A última incursão de equipe baririense foi em 2009 quando o Clube Atlético Lençoense (CAL) decidiu deixar Lençóis por falta de apoio da prefeitura e de empresários e formou o CAL Bariri para disputar a Série B (Segunda Divisão). A experiência também não prosperou.
Mas Lençóis Paulista não teve só a Lençoense no futebol profissional: a equipe da usina Associação Atlética Barra Grande (AABB) também debutou no futebol profissional em 1964. A experiência durou pouco. A Lençoense, no entanto, é o único que tem mais participações e um título em 1983. O alvinegro também é conhecido por revelar o goleiro Marcos, ídolo do Palmeiras, que atuava no juniores do alvinegro.
Em Pirajuí, duas equipes também tentaram a sorte nas divisões inferiores dos campeonatos patrocinados pela Federação Paulista de Futebol (FPF): Pirajuí Atlético Clube e Flamengo Esporte Clube. Os dois não se cruzaram nas quatro linhas no futebol profissional, mas no amador a rivalidade foi grande.
O Pirajuí Atlético Clube disputou seis competições profissionais contra quatro do rival Flamengo que teve a melhor campanha no Seletivo de 1991 chegando em terceiro lugar. Mas depois foi eliminado no ano de 2008.
Se o futebol já é difícil em cidades do porte de Bauru, Marília, Ribeirão Preto, Araraquara, imagina nas cidades de até 40 mil habitantes. Os ex-jogadores e ex-dirigentes contam que a falta de recursos financeiros é o que dificultou muito a sobrevivência desses clubes que estão caindo no esquecimento. As divisões de acesso passaram por mudanças desde sua implantação em 1946. O primeiro campeonato foi de 1947, mas apenas em 48 houve o primeiro acesso efetivo. A partir de 1994, a federação criou um sistema de letras para dividir as divisões: Série A1, A2 e A3 e a Segunda Divisão (Série B), mas já teve Série B1, B2 e B3. A Série B é o equivalente à quarta divisão, mas o futebol paulista já teve a 1ª divisão, intermediária, segunda divisão e terceira. Leia mais nas páginas 18 e 19.
Apogeu e queda do Resegue de Bariri
| Aurélio Alonso |
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| José Gari Borges guarda réplica de uma camisa do Resegue de Bariri como recordação |
A história da Indústria Resegue de Óleos Vegetais marcou a vida de Bariri economicamente, na política e no esporte. Ao longo dos anos o município chegou a ter quatro equipes que disputaram campeonatos de futebol profissional, mas o pioneiro foi o Resegue, espécie de clube-empresa, que sucumbiu depois que a empresa entrou em crise financeira. O aposentado e ex-meia esquerda José Gari Borges, de 76 anos, guarda com carinho uma réplica da camisa verde com a gola amarela do clube que disputou a terceira divisão equivalente à quarta divisão, a Série B nos anos de 1964, 1965 e 1966.
Falência
A Indústria Resegue de Óleos Vegetais entrou com pedido de concordata em 1987, mas a sua falência só foi decretada em 1989. Em agosto de 2008, ainda estava sendo realizado leilão para venda da massa falida.
O prédio já foi vendido. Só restou a história dos tempos áureos da fábrica que teve uma influência forte na economia da cidade. Os proprietários chegaram a ser prefeito e deputados.
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José Jorge Resegue, que empresta o nome ao atual estádio municipal, foi prefeito de Bariri em 1962 e no pleito do mesmo ano se elegeu deputado federal por São Paulo na legenda da coligação formada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) com Partido Socialista Brasileiro (PSB). Após o golpe que depôs o presidente João Goulart em abril de 1964, Jorge Resegue filiou-se na Arena. No pleito de novembro de 1970, novamente candidato, ele alcançou uma suplência, deixando a Câmara em janeiro de 1971, ao final da legislatura. De acordo com dados da Câmara Federal, o empresário morreu em 8 de abril de 1992.
Gari teve passagem nas categorias de base do Palmeiras em 1959, quando ainda tinha 17 anos. Após participar de algumas competições no antigo Parque Antártica, voltou para Bariri para se alistar no serviço militar, quando foi trabalhar na indústria de óleo Resegue. A idade dele também já tinha "estourado", seria difícil emplacar nas categorias inferiores.
Os proprietários da fábrica tinham pretensões políticas e o futebol era usado como propaganda de campanha. O empresário Jorge Resegue nesse período era prefeito de Bariri e o irmão dele, Semi Jorge Resegue, tinha pretensões de se candidatar a deputado estadual. O time de futebol da fábrica de óleo era muito requisitado para participar de jogos amistosos, lembra Gari.
Na campanha havia uma Kombi que era levada até os locais onde projetava filmes de 35 mm, com logotipo na lataria do óleo Mindol, doava-se jogos de camisa e até alambrado. "Quando o estádio da cidade não tinha alambrado, a Resegue fazia a doação, porque a fábrica tinha uma máquina de confecção de alambrado", relembra.
Isso ajudou a alavancar a eleição da dobradinha dos deputados estadual e federal Jorge e Semi Resegue e também o time de futebol, que venceu campeonatos amadores da Liga Jauense. Isso vai favorecer que seja construído por Jorge Resegue um estádio com arquibancada e toda estrutura. O existente na época não tinha arquibancada e nem muros, só servia para jogos amadores.
Em 1964, a equipe dirigida por Ezakdevar Hespanhol e Milton Carmo Ferro decide filiar a equipe na Federação Paulista de Futebol (FPF) e disputar a Terceira Divisão.
Gari conta que Pádua foi o treinador e alguns dos primeiros jogadores do esquadrão profissional era Nando, Djalma, Índio e Fernando Malavolta. Vieram reforços como Limbuxa (do Noroeste), Martins e Renato do América de Rio Preto, Gerolino da Portuguesa Santista, entre outros.
O primeiro ano do Resegue no Campeonato Paulista da Terceira Divisão foi em 1964 quando conseguiu ficar na liderança da chave na primeira fase no grupo formado por equipes de Miguelópolis, Guaíra, Santa Rita do Passa Quatro, Comercial de Arthur Nogueira. O time campeão que subiu de divisão foi o E.C. São José.
Borges conta que, no jogo contra o Comercial realizado em Bariri, estava 0 a 0, debaixo de muita chuva. O campo não tinha drenagem boa. "A bola não tinha jeito de rolar no gramado, a alternativa era lançar a bola pelo alto. Como eu tinha bom controle, tentava controlar e fazer lançamentos pelo alto. Numa dessas jogadas saiu o gol: vencemos por 1 a 0", relembra.
No ano de 1965, já com a fama de "Bicho Papão" da região, o Resegue fez um bom campeonato na primeira fase ao ser o primeiro da chave tendo como adversários o São José, Usina Barra Grande de Lençóis Paulista, Comercial de Arthur Nogueira, Pirelli de São Bernardo dos Campos e Palmeirinha de Santa Bárbara do Oeste. Andradina é quem faturou o título da competição.
No ano de 1966, a competição teve 78 equipes, a equipe baririense já não fez boa campanha. Entre os adversários da região estavam o Pirajuí A.C., Marília, E.C. Municipal de Vera Cruz, Oeste de Itápolis, entre outros. No ano seguinte abandonou o futebol, a empresa que mantinha o clube estava dandos os primeiros sinais de crise financeira.
A indústria começa a enferntar dificuldades econômcias e desiste do futebol profissional. A Resegue vai ter a falência decretada em 1989.
Bariri teve mais times profissionais
A história do futebol profissional nas cidades pequenas sempre esteve ligada à política ou ao apoio financeiro da prefeitura. Após 10 anos do pioneirismo do Resegue que durou três anos no futebol profissional, a alternativa para voltar a disputar as competições foi a fundação do Esporte Clube Municipal em abril de 1972 com o distintivo praticamente copiado do Noroeste de Bauru - a diferença é o "M" no lugar do "N" - mas o uniforme igual. Depois ainda teve o Bariri Esporte Clube (BEC) e o CAL Bariri (quando o Clube Atlético Lençoense deixou Lençóis e disputou por aquele município).
O Municipal participou só do Campeonato da Terceira Divisão de 1977, quando enfrentou vários concorrentes regionais como a Associação Cafelandense, Barra Bonita, Americano de Ibitinga, Duartina entre outros numa competição com 43 times inscritos. O Primavera de Indaiatuba faturou o título.
No ano seguinte, foi fundado o Bariri Espote Clube praticamente custeado pela prefeitura. O distintivo tinha o brasão da cidade. Segundo José Jorge Farah e Rodolfo Kussarev Jr. do Almanaque do Futebol Paulista de 2001, o BEC durou dois anos, mas devido às dificuldades e à proibição de vinculação de clubes às prefeituras, deixou de existir. O BEC disputou o equivalente à 5ª divisão de 1978 e 1979.
O radialista e ex-lateral-esquerdo Roberto Santos chegou a jogar nas equipes amadoras do Municipal e profissionalmente no BEC. O esquadrão do Municipal teve uma boa fase em campeonatos amadores da Liga Jauense quando conquistou o título em 1972, depois ainda obteve dois vices-campeonatos consecutivos em 75 e 76. Ele disputou o amador de 75, mas o alvirrubro foi profissionalizado em 1977. "Não disputei na ocasião o futebol profissional, porque a diretoria preferiu contratar jogadores de fora. O Municipal passou da primeira fase e chegou até as quartas de finais", relata.
No ano seguinte, o Municipal é o sucessor do BEC. Santos lembra que nesta época eram três divisões apenas. Quando vestiu a camisa do BEC foi no ano de 1979, quando a diretoria preferiu que fosse um time formado por jogadores da cidade. Nessa fase, o Bariri enfrentou o Botafogo de Monte Alto, Juventus de Guariba, Igarapava e Oeste de Itápolis. Na segunda fase o time perdeu para o Igarapava por 1 a 0 no campo adversário e empatou 0 a 0 em casa. Com o resultado ficou fora da competição.
Em 2009, houve a transferência para Bariri do Clube Atlético Lençoense (CAL), que não estaria tendo apoio da prefeitura e de empresários e decidiu mudar de cidade e disputar como CAL Bariri. Santos lembra que no primeiro jogo de estreia em Bariri veio um grupo de torcedores de Lençóis protestar contra a transferência.
O CAL Bariri trocou o distintivo e as cores do uniforme: camisa vermelha, com mangas azuis e detalhes em preto e meiões vermelho. Na ocasião houve parceria com a Faith Sports.
Em 2009, a equipe fez boa campanha com 38 pontos em 26 jogos: 11 vitórias, 5 empates e 10 derrotas. A equipe assinalou 39 gols e a defesa tomou 45. Já em 2011, não fez boa campanha com apenas 3 pontos ganhos em 10 jogos (uma vitória e 9 derrotas).
"A situação do futebol hoje em Bariri é muito difícil na cidade. Não temos mais nem campeonatos amadores", conta Santos, que guarda a ficha de filiação profissional com assinatura do então presidente da FPF, Nabi Abi Chedid.
Rivais dividiram fases no profissional
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No momento só o Flamengo Futebol Clube consta ainda como filiado no site da Federação Paulista de Futebol (FPF), mas o clube pirajuiense por enquanto está fora de atividade. A última participação foi numa competição sub 20 federada. Já o Pirajuí Atlético Clube é o mais antigo da cidade, fundado em 27 de dezembro de 1927. Esses dois times dividiram alguns períodos o coração da torcida como os representantes da cidade no futebol profissional.
O alvinegro ainda mantém uma pequena sede, mas ficou na história a participação em seis vezes na chamada terceira divisão. Duas seguidas: 1954 e 1955, depois uma participação solitária em 1965 na quarta divisão e retornaria em 1978 e 1979 na quinta divisão e encerrou em 1980 na terceira divisão.
Com a lei de acesso e o crescente número de participantes foi criada, em 1954, a terceira divisão, que a partir do ano seguinte, passou a contar com o acesso e rebaixamento..
Valdecir de Souza, o Valdeki apelido que ganhou por envergar um imenso chapéu semelhante ao cantor Waldik Soriano, prepara uma publicação "Paixões, Glória e História do desporto pirajuiense" que vai resgatar desde 1913 tudo o que aconteceu na história do esporte de Pirajuí. É uma coletânea do futebol amador, mas não tem como deixar de destacar os períodos do Pirajuí Atlético Clube e do Flamengo no futebol profissional. "As duas equipes, no entanto, foram grandes rivais mesmo no futebol amador. Na fase profissional disputaram em períodos diferentes", conta Valdeki, que jogou no Pirajuí Atlético Clube na década de 70 do século passado. Ele conta, de forma espirituosa, que é o único atleta a fazer gols de orelha ao longo de suas atuações pelo esquadrão alvinegro e, como se isto não bastasse, jogando frente à Associação Cafelandense de Esportes, em 1973, levou a sua equipe à vitória, com dois gols de sua autoria. O segundo gol de maneira inédita, acabou quebrando a trave, frente a grande equipe local que, na ocasião, disputava a 2ª Divisão do Campeonato da Federação Paulista de Futebol.
MENGO
Já o Flamengo Futebol Clube é resultado de uma dissidência do Pirajuí Atlético Clube, segundo o ex-jogador Jeferson Ubaldo Bertochi. O rubro-negro foi fundado em 1974. O período de maior rivalidade entre os dois clubes ocorreu em competição amadora em 1972, 1973, 1974 e 1975.
Jeferson jogou na equipe e depois foi treinador no rubro-negro que disputou os campeonatos profissionais da terceira divisão de 1986, depois quarta divisão de 1988, 1989 e 1991. Neste último ano, a competição chamou-se Seletiva com participações de 14 equipes. O mengão pirajuiense ficou em terceiro lugar, mas encontrou dificuldades para atender as exigências da Federação de possuir estádio com capacidade de mais de 10 mil lugares para disputar a segunda divisão.
Depois de 1991 até 2006 ficou com as atividades paralisadas, quando o clube retornou na competição da Série B em 2007 e 2008, mas enfrentou problemas, foi eliminado no meio da competição e teve que se licenciar novamente.
Sob a presidência do ex-jogador da Matonense Agnaldo da Cruz a equipe disputou em 2011 uma competição da FPF sub 20. "Infelizmente a cidade não tem cultura para futebol profissional", reclamou Agnaldo. Um dos entraves é o atual estádio não possuir capacidade mínima para sediar jogos da segunda divisão, o que já tinha impedido de continuar na última divisão em 1991.
Agnaldo conta que o time continua filiado na FPF com as taxas anuais quitadas até 2014 e está regularizando as três últimas para retornar a disputar categorias sub 15, sub 16 e sub 20. "No futebol profissional não temos mais condições de retornar devido a problema no estádio", declarou.
Divisões mudaram de nome
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Há dificuldade na definição do que seja as divisões intermediárias. Numa pesquisa de Sidney Barbosa da Silva no blog campeões do futebol, a terceira divisão trocou várias vezes de nome: de 1954 a 1969: 3ª divisão; de 1960 a 1976: 2ª divisão; de 1977 a 1979: 1ª divisão; de 1980 a 1986: 3ª divisão; de 1987 a 1993: voltou como 2 ª divisão;e a partir de 1994: Séria A3.
Com a lei de acesso e o crescente número de participantes foi criada, em 1960, a quarta divisão que no mesmo ano, passou a contar com acesso e rebaixamento. Já chegou a ser criada a 5ª e a 6ª divisão. A partir de 2005 passou a ser Série B Segunda Divisão, equivalente à 4ª divisão. Em 1991, a 4ª divisão também chamou Seletivo por curto período.
AABG disputou uma vez a 4ª divisão
A Associação Atlética Barra Grande (AABG) de Lençóis Paulista representou o município uma única vez em 1964 no Campeonato Paulista equivalente a quarta divisão. Isso ocorreu porque o Clube Atlético Lençoense (CAL) estava em dificuldades financeiras e se uniu ao time da usina, relata Benedito Feliciano, o Piracicaba, que disputou a competição da época.
A AABG sempre teve bons times amadores. Em 1962, o esquadrão da usina venceu uma competição regional. No futebol profissional em 1964, a AABG esteve na mesma chave do Resegue de Bariri.
Na terceira divisão, a AABG caiu na segunda fase quando perdeu fora de casa para o Araçatuba por 4 a 2 e precisava de ganhar de 3 a 0 para levar o jogo para prorrogação em Lençóis, mas só conseguiu marcar 2 a 0. Acabou sendo desclassificada. "Naquele tempo a gente jogava com amor, não ganhava nada. O time era muito bom, jogava o Nenê Boteco que depois foi jogar no São Paulo", relembra Pircacicaba, ex-ponta-direita e meia-esquerda do AABG.
Nenê Boteco sagrou-se em 1967 vice-campeão paulista no Tricolor do Morumbi e logo após passou pelo Náutico. Ele faleceu aos 70 anos em 29 de outubro de 2014.
VOCÊ SABIA
A maior goleada entre clubes profissionais brasileiros. A Ferroviária derrotou o Velo Clube Rioclarense por 15 a 1 na decisão da Série Amarela da Segunda Divisão Paulista, no dia 11 de dezembro de 1955 no estádio da Fonte Luminosa em Araraquara
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