| Samantha Ciuffa |
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| Deputado federal Ricardo Izar esteve em Bauru e falou sobre as possibilidades da reforma política |
"Do jeito que está, vai passar só o fim das coligações e a inclusão da cláusula de barreira". Com esta afirmação, o deputado federal Ricardo Izar (PP) atualizou, para o JC, porque a tão esperada reforma política novamente não deve avançar no Congresso Nacional.
Izar esteve em Bauru na última sexta-feira, onde reafirmou junto ao prefeito Clodoaldo Gazzetta o apoio para que o Hospital de Base seja transformado em hospital-escola, medida que depende do aval do Ministério da Saúde para garantir o aumento de repasse federal permanente para sustentar o custeio da unidade. A prefeitura, como se sabe, decidiu assumir o Base e transformá-lo em uma espécie de hospital municipal, em ações que envolvem o Estado e a vinda do curso de Medicina para Bauru (particular e da USP).
Em entrevista no Café com Política, do JC, acompanhado dos vereadores de seu partido, Fábio Manfrinato e Markinho Souza, Izar afirmou que vai votar contra o fundo partidário de R$ 3,2 bilhões. "O Distritão não passa porque enfiaram junto, em emenda aglutinativa na PEC, o Fundo Partidário. Eu sou contra o fundo partidário e já assumi essa posição. Foi um tiro no pé juntar as duas coisas, porque, em se tratando de PEC, não pode desvincular. E isso tirou votos de muitos deputados para uma coisa desvinculada da outra. O Distritão estava avançando com modificações. Agora, ficou muito difícil", disse.
Para o deputado, a não ser que haja reviravolta de última hora, a reforma política ficará resumida a dois itens. "Hoje, passa só o fim das coligações proporcionais e a criação da cláusula de barreira. São medidas já com apoio suficiente para aprovar. O resto eu acho que não passa e várias medidas necessárias da reforma política vão ficar para depois", comenta.
Ricardo salienta que a ideia de fazer um substitutivo da reforma política no meio do caminho não prosperou. "As mudanças estão sendo defendidas através de uma PEC e, por ela, a regra do regimento é que só podem emendas supressivas e aglutinativas após o texto sair da comissão para o plenário. Então, foi um tiro no pé juntar Distritão com fundo partidário", reforça.
DEMANDAS
Ricardo Izar levou para Brasília uma série de demandas dos vereadores Markinho Souza e Fábio Manfrinato. Mas o pleito com maior densidade é aprovar junto ao Ministério da Saúde que o Hospital de Base seja credenciado como hospital-escola. Isso dobra o teto de repasse permanente da União.
O Base tem custeio de mais de R$ 8,5 milhões, sendo R$ 2 milhões como cota da União e o restante do Estado. Com a municipalização, a prefeitura depende do novo formato escola na unidade para ter condições de financiar o sistema. O Estado reduziria seus repasses para R$ 4 milhões, segundo a prefeitura. Mas isso ainda não foi fechado.
"Tenho ótimo relacionamento com o ministro Ricardo Barros (Saúde). E vou pedir o apoio pessoal do senador Ciro Nogueira para esta demanda, porque Bauru é uma cidade referência e o Base como hospital-escola é fundamental para o projeto de municipalização. Eu disse ao prefeito que ele foi corajoso em aceitar esse desafio. Vou ajudar", pontuou.
