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Pós da USP e Unesp atingem excelência

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Malavolta Jr                                                                            Samantha Ciuffa
Maria Aparecida Machado, da FOB/USP: “Mostra que estamos no caminho certo. É mais um êxito para o nosso câmpus” e Marcelo Carbone, da Unesp: “São cursos que concorrem em pé de igualdade com qualquer pós-graduação no mundo”

Cursos de mestrado e doutorado da Universidade da São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru atingiram conceitos de excelência na avaliação divulgada nesta semana pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação. A análise quadrienal relativa ao período de 2013 a 2016 contemplou 4.175 programas de pós-graduação stricto sensu em todo o País, que receberam notas de 1 a 7.

Entre as universidades públicas de Bauru, a USP alcançou conceito 6 no programa de Ciências Odontológicas Aplicadas e 5 em Fonoaudiologia e em Ciências da Reabilitação, este último vinculado ao Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/USP), o Centrinho. Já a Unesp registrou nota 6 em Design e em Ciência e Tecnologia de Materiais e 5 em três outros programas - Engenharia Civil e Ambiental, Engenharia de Produção e Educação para a Ciência. A relação completa pode ser acessada no site https://www.capes.gov.br.

Diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP) e superintendente do Centrinho, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado comemorou os resultados e ressaltou a conquista inédita do conceito 6 no programa de Ciências Odontológicas Aplicadas em Bauru.

"Isso mostra que estamos no caminho certo, em todos os sentidos, para fazer ciência em um momento em que o País está tão comprometido, sobretudo, na área de pesquisa. É mais um êxito para o nosso câmpus, para a faculdade e o hospital, que aumenta nossa visibilidade e responsabilidade na formação e capacitação de recursos humanos para a pesquisa e o ensino", destaca.

Entre os critérios para a análise do nível de produção técnica e científica das universidades, a Capes considera o volume e a qualidade de artigos publicados, inclusive em revistas internacionais, bem como convênios, projetos e intercâmbios estabelecidos pelas unidades com instituições de ensino de renome em outros países.

MAIS RECURSOS

Segundo Guilherme Janson, presidente do programa de pós-graduação em Ciências Odontológicas Aplicadas da FOB/USP, com o resultado, certamente a instituição passará a receber maior aporte financeiro oriundo da fundação governamental e de outros órgãos de fomento. "A nota alcançada foi fruto de um grande esforço para aprimorar o nível de excelência do programa e estamos muito felizes", acrescenta, salientando que o conceito registrado no quadriênio anterior havia sido 5.

Coordenadora do programa de pós-graduação em Ciências de Reabilitação, do Centrinho, Ana Paula Fukushiro conta que os cursos desta área interdisciplinar, que elevou sua nota de 4 para 5, estão voltados a fissuras labiopalatinas, especialidade do hospital. "Dela, fazem parte alunos de pós-graduação vindos de diversas áreas, como medicina, odontologia, fonoaudiologia, serviço social e psicologia, que estão sempre muito engajados, até por se tratar de um programa bem específico. E o reconhecimento que tivemos mostra os méritos do nosso trabalho", cita.

O curso de Design da Unesp de Bauru foi um dos que também tiveram elevação de nota, de 5 para 6. De acordo com o professor Marcelo Carbone, presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC), não há nenhum outro programa de pós-graduação na área com nível superior a este no País. "Cursos notas 5, 6 e 7 têm excelência não apenas no Brasil, mas reconhecimento também internacional. Eles concorrem em pé de igualdade com qualquer pós-graduação no mundo", completa.

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