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Gerente é preso suspeito de estuprar advogada em viagem

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Reprodução/Google earth
Suspeito de estupro foi preso pela PM assim que o veículo parou no Terminal Rodoviário de Lins

Um gerente de 54 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) nesta segunda-feira (25), em Lins (102 quilômetros de Bauru), após estuprar uma advogada de 29 anos no interior de um coletivo que seguia de São Paulo para Araçatuba. Segundo a Polícia Civil, o homem figura como autor em três boletins de ocorrência de crimes sexuais e um de importunação ofensiva ao pudor.

O estupro ocorreu por volta das 5h, quando o veículo passava pelo trecho de Lins da rodovia Marechal Rondon (SP-300). Segundo o delegado plantonista Flávio Cella, o gerente J.A.C. (o nome dele não foi divulgado), morador de Salto, estava sentado na poltrona da janela, ao lado da advogada, que mora em Birigui.

"Em dado momento, ela sentiu que ele estava acariciando as partes íntimas dela e, com o pênis para fora da calça, se masturbando", conta. A mulher mudou-se de poltrona e, quando o coletivo parou no terminal rodoviário de Lins, comunicou o motorista a respeito da violência sexual que havia sofrido.

A reportagem apurou que o gerente chegou a pedir perdão para a vítima ao perceber que estava sendo denunciado. "O motorista não deixou ninguém sair do ônibus e acionou a Polícia Militar", revela o delegado. J.A.C. foi preso em flagrante e levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Lins.

No plantão policial, de acordo com Cella, o suspeito foi ouvido e negou ter cometido o estupro. "Ele disse que teve um momento em que ele cochilou, encostou no ombro dela e acordou logo em seguida, mas, em nenhum momento, ele assumiu ter passado a mão na genital dela e se masturbado", afirma.

Além do relato da vítima, o delegado levou em conta o histórico do homem para decidir pela sua prisão em flagrante. "A vítima estava abalada, extremamente nervosa, tensa", diz. "E ele tem três BOs relacionados a crimes sexuais que estão em aberto e um antecedente de importunação ofensiva ao pudor".

Até o fechamento desta edição, o gerente permanecia preso em uma cela da CPJ de Lins aguardando a realização da audiência de custódia, que está marcada para esta terça-feira (26). Nela, a Justiça irá decidir se ele permanecerá preso ou responderá ao inquérito em liberdade.

CORAGEM

Na opinião do delegado plantonista, a divulgação pela imprensa dos recentes casos de estupro dentro de coletivos tem feito com que as vítimas procurem cada vez mais a polícia para denunciar este tipo de crime. "Eu acho que a divulgação ajuda as pessoas a criarem coragem", avalia.

Caso de repercussão

O caso de Lins ocorre dias após a polêmica envolvendo o ajudante geral de 27 anos que ejaculou em uma mulher em um transporte público na Capital. O fato ocorreu em 29 de agosto mas, por entender que o suspeito não usou de violência ou grave ameaça para constranger a vítima, a Justiça determinou que ele fosse solto. No dia 2 de setembro, o homem voltou a cometer crime sexual dentro de coletivo. Desta vez, ele se masturbou e esfregou o pênis em uma empregada doméstica e a Justiça concedeu sua prisão preventiva.

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