| Samantha Ciuffa |
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| Decisão de ampla maioria da categoria foi tomada em assembleia realizada nessa terça-feira (26) à noite |
Por ampla maioria, os funcionários dos Correios em Bauru e região decidiram não aderir à greve da categoria, iniciada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) na última sexta-feira. Em assembleia realizada ontem à noite, os trabalhadores locais concordaram com a proposta apresentada pela empresa, que contempla reajuste de 3% nos salários e benefícios a partir de janeiro de 2018, com manutenção dos termos do acordo coletivo do período anterior.
Segundo o Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Telégrafos e Similares de Bauru e Região (Sindecteb), o principal motivo que poderia levar os trabalhadores a aderirem à greve na cidade foi a resistência dos Correios em conceder o reajuste retroativo à data-base da categoria, que é em agosto. A partir da proposta da empresa, o impasse ao final das negociações recaiu sobre estes cinco meses sem reajuste, entendidos como perda salarial.
Mas, ainda de acordo com o sindicato, os funcionários consideraram o atual contexto de crise econômica e de dificuldades financeiras da empresa e votaram, em assembleia, pela concordância com a proposta apresentada na última sexta-feira. O Sindecteb é vinculado à Federação Interestadual dos Sindicatos dos trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), formada por servidores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Maranhão, que ainda realizavam suas assembleias até o fechamento desta edição.
Já a Fentect responde pelos demais Estados, incluindo os que passaram a aderir à greve desde sexta-feira. Mas, de acordo com os Correios, nessa terça (26), 90,59% do efetivo no Brasil não haviam aderido à paralisação.
No Interior do Estado de São Paulo, o índice era de 88,4%, equivalente a 9.844 empregados trabalhando normalmente - com adesões registradas em municípios como Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Santos.
Na tarde da última segunda-feira (25), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) concedeu liminar para determinar que as duas federações garantam o efetivo mínimo de 80% dos empregados em cada unidade dos Correios, sob pena de multa diária de R$ 100 mil no caso de descumprimento.
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