| Malavolta Jr |
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| Dos 240 casos de estelionato registrados nesse período, 200 foram esclarecidos, afirma Polícia Civil |
Nos quatro últimos meses, pelo menos 240 pessoas foram alvos de estelionatários em Bauru, segundo levantamento da Polícia Civil. Os casos englobam sete modalidades diferentes para enganar a vítima. Contudo, os mais comuns continuam sendo os velhos "contos do vigário". Venda de produtos em sites falsos e golpes como o do "falso funcionário do banco" e do "bilhete premiado" estão entre alguns exemplos de ações fraudulentas (veja, no quadro no final, como os golpistas agem para se prevenir).
Do total de golpes, 200 foram esclarecidos ou estão bem próximos da identificação dos autores, detalha o delegado Richard Serrano, coordenador do Setor de Investigações Gerais (SIG).
Ele destaca que, na maioria das ocorrências, as vítimas são idosos. "Por isso, a população deve estar sempre atenta. Os cuidados básicos devem ser redobrados", alerta o delegado, ressaltando que mais um acusado de estelionato foi identificado na última semana.
Thiago Rodrigues Sposito, 30 anos, é apontado como autor do "golpe do banco", que, somente em Bauru, fez 40 vítimas. "Destes, 26 foram esclarecidos. Ele (Thiago) está envolvido na maioria dos crimes, conforme reconhecimento de algumas vítimas", frisa Serrano, detalhando que o suspeito é da cidade de Ferraz de Vasconcelos (SP) e segue foragido.
As investigações dão conta de que Thiago se apresentava como funcionário da agência bancária cujos alvos eram clientes. Segundo o delegado, o golpista dizia que havia identificado alguma movimentação suspeita na conta e ele próprio fazia uma visita na casa das vítimas para resgatar o cartão bancário, bem como os dados pessoais e senhas. "O criminoso fazia saques e realizava compras e empréstimos consignados".
NOTEBOOK FURTADO
O crime de estelionato mais recente em Bauru já fez ao menos duas vítimas, informa Serrano. Trata-se do "golpe do notebook furtado": o golpista oferece serviços de conserto e depois diz que o equipamento foi furtado. "Depois de muito insistir, ele me deu um novo. Porém, foram aparecendo outras vítimas. Em um grupo de WhatsApp, mandei a foto do notebook [que o criminoso deu como compensação], que, na verdade, era de outra pessoa que também caiu no golpe", relatou uma das vítimas, que não quis se identificar.
O "golpe do precatório" também foi outro que quase fez vítimas em Bauru. Nesta ação, criminosos mandam uma carta de um suposto cartório avisando que a pessoa tem dinheiro para receber do governo. Mas, para receber o valor, é necessário pagar um advogado.
"Minha filha recebeu o documento. Percebi que se tratava de um golpe, pois o benefício era sobre uma ação que eu teria movido em 2004, mas nunca requeri nada do que dizia na carta", detalha a aposentada, que também preferiu não se identificar. Ela diz que iria registrar o caso na Polícia Civil.
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