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| Todo tipo de violência na escola será notificado pelo Registro de Ocorrência Escolar (ROE); ferramenta balizará as ações da pasta |
A Secretaria da Educação de São Paulo anunciou que ampliará o programa de mediação de conflitos, iniciativa que tem a função de definir e capacitar educadores para prevenir desentendimentos em escolas estaduais. Todas as 5 mil escolas terão agora, ao menos, um educador nesse papel. Em 1.795 delas um segundo profissional terá a mesma função. Neste caso, ambos trabalharão em conjunto.
Na região de Bauru são 181 unidades beneficiadas. Hoje, os vice-diretores de 2,3 mil escolas já são os responsáveis pela mediação. A partir deste mês, a secretaria irá formar os de todas as 5 mil unidades. Os demais 1.795 profissionais serão professores, que igualmente serão treinados. Atualmente, a rede conta com 1,2 mil professores-mediadores.
Assim, o programa passará de 3,5 mil (2,3 mil vice-diretores e 1,2 mil professores) para 6.795 educadores (5 mil vice-diretores e 1.795 professores). A capacitação ocorrerá via curso específico elaborado pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores (Efap), da secretaria. O objetivo é conhecer a fundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de aprender técnicas de justiça restaurativa, informa a assessoria de imprensa da Secretaria do Estado da Educação.
CRITÉRIO
Outra novidade é a criação de um critério que mescla vulnerabilidade social e notificação de casos de violência à secretaria para definição das escolas que terão dois profissionais de mediadores. Atualmente, a distribuição ocorre de acordo com indicação de cada Diretoria Regional de Ensino, sem um estudo mais aprofundado que relacione o ambiente social que a escola está inserida.
Foram cruzados dados do Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS) e do Registro de Ocorrência Escolar (ROE). Esse último é uma ferramenta criada pela pasta para que as unidades notifiquem qualquer tipo de caso de violência em escola estadual - desde indisciplina e bullying à agressão física - e, por consequência, serve para a secretaria dar suporte às unidades e comunidades.
Assim, as 1.795 escolas são as que estão em áreas mais vulneráveis e também registraram ao menos um caso no ROE nos últimos três anos seguidos. Dessa forma, a secretaria quer incentivar a atualização constante do sistema para que se conheça de maneira mais completa o quadro de violência na rede e seja possível atuar de forma mais precisa. A proposta é que o grupo seja revisto a cada dois anos.
Levantamento realizado pelo Sistema de Proteção Escolar da secretaria com 2.200 escolas de ensino fundamental e médio mostra que, nos últimos três anos, diminuíram 70% os episódios de violências e incidentes. A lista inclui bullying, agressões e indisciplina.
