Domingo passado, deparei-me com dois assuntos muito pertinentes no jornal: a Câmara Municipal preocupada com o uso excessivo da internet e a morte da (s) revista (s) Playboy perante a disponibilização de pornografia e outros na rede.
Não é hoje que vejo matérias com especialistas apontando possíveis mudanças de comportamentos e o sumiço de tipos de comércio intermediário como, por exemplo, as lojas de discos, setor em que ainda há algum herói da resistência.
A pirataria e outros tomaram conta da internet, hoje já há um processo de reversão por parte de alguns detentores de direitos autorais, se é que isto é possível.
Mas o que mais preocupa é o uso demasiado e indiscriminado permitindo acesso a qualquer conteúdo, como disse o Zarcillo sobre a revista Playboy, que revolucionou uma época, ainda havia uma certa divisão sobre a prêmio e o caminho que se percorria para chegar a ele.
Caminho este que é o construtor da conquista, nele é que se traça e se constrói o imaginário, a expectativa o que nos faz homens, que nos faz vislumbrar as possibilidades e até nos frustra também, mas nos permite ir a outra batalha, outra conquista.
Tenho visto cada vez mais pessoas com depressão, pânico e, pior que isto, recebi mensagens sobre um tal droga, com imagens de usuários que me remetem a imagens de filme de terror.
Essas pessoas provavelmente não nutrem expectativas e horizontes sobre a vida. Vamos sim racionar a internet, deixar as pessoas serem mais orgânicas e menos virtuais.