A Mata Atlântica hoje resiste em apenas 12% de sua extensão original, mas como será que ela era há um século, quando o cenário de devastação ainda não tinha se instalado completamente?
A exposição "Remanescentes da Mata Atlântica", que será inaugurada neste domingo, 8, no Museu da Casa Brasileira (MCB), em São Paulo, promete ajudar a responder um pouco a essa pergunta, apresentando o processo de transformação da floresta - da exuberância da vegetação ao desmatamento da maior parte do bioma.
Com curadoria do botânico Ricardo Cardim, a mostra reúne mais de 70 fotos da história da floresta, como a da maior árvore já documentada na Mata Atlântica, o dobro da maior existente hoje, e de espécimes com mais de 300 anos de idade.
O acervo traz ainda imagens do processo de avanço da urbanização e da agricultura sobre a floresta e de ferramentas raras usadas para o desmatamento, além de peças do acervo do museu elaboradas com essas madeiras - hoje praticamente extintas, como jequitibá rosa, cedro e jacarandá da Bahia.
"Mais do que falar do processo que levou à quase extinção de algumas espécies, queremos recuperar esse 'DNA histórico' de cada árvore representada em nosso acervo", disse Giancarlo Latorraca, diretor técnico do MCB, em comunicado à imprensa.