Em processo arbitral que corre em sigilo, o Santos chegou a um acordo com o fundo Doyen e conseguiu evitar um bloqueio de cerca de R$ 16 milhões em suas contas programado para a última sexta. Os detalhes são mantidos em sigilo devido a cláusulas de confidencialidade nos contratos: a briga envolvia todos os acordos entre clube e fundo, entre eles os contratos de Lucas Lima e Geuvânio. A exceção é o compromisso com Leandro Damião, que estava na Justiça Comum, também sob sigilo.
O acordo entre Santos e Doyen foi selado após diversas reuniões entre o presidente Modesto Roma e os advogados do clube com os representantes da Doyen na Europa. Espanha e Inglaterra foram os países que "sediaram" as negociações.
A novidade empolga o Santos na negociação com o meia Lucas Lima, que encerra seu contrato com o clube em dezembro deste ano. Caso o camisa 10 aceite a proposta de renovação santista para receber R$ 600 mil por mês, o clube paulista terá uma porcentagem maior em relação aos direitos econômicos de seu "maestro". Com o acordo, a ideia é que o clube fique com parte do percentual de 80% que era do fundo e repasse outra parte ao próprio atleta, conseguindo com isso convencê-lo a permanecer.
Antes de se aproximar da Doyen, período em que a empresa era tratada até como inimiga, o Santos não via chance alguma de aumentar a sua fatia de Lucas Lima. Hoje, o clube paulista detém apenas 10% dos direitos, enquanto a Doyen possui a maior parte, os 80%. O restante pertence a empresa de Edson Khodor, um dos representantes do jogador.