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Piquenique resgata a infância de antes

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Com a proposta de confraternizar e reunir pais e filhos ao ar livre, o Piquenique na Pracinha chegou a sua quinta edição neste domingo

Tocar instrumentos musicais feitos de sementes e brincar de pega-pega. Esses e muitas outros jogos eram mais comuns na época em que os tablets e smartphones sequer existiam. Com o intuito de resgatar a infância de antes, a 5.ª edição do Piquenique na Pracinha reuniu pais e filhos na Praça Salim Haddad Neto, em Bauru, ontem pela manhã.

O evento, que conta com o apoio do JC, foi idealizado pelas mães Renata Crescioni e Thalita Franco. De três em três meses, aproximadamente 80 pessoas se encontram na praça para não fazer nada além de brincar e as únicas exigências são levar um lanchinho e brinquedos, livros ou alimentos para doação.

Desta vez, o objetivo foi arrecadar brinquedos para a Casa do Caminho, que receberá as doações no Dia das Crianças. "Nós temos parceiros na recreação, fotografia e alimentação. Estes, por sua vez, garantem que o evento aconteça e, ao mesmo tempo, divulgam o seu trabalho", complementa Renata, que também brincava com os dois filhos, Lucca Crescioni Pereira, de 7 meses, e Lavinia Crescioni Pereira, de 6 anos.

Falando em brincar, as pequenas Helen Luiza Leotério, de 6 anos, e Alicia Aiko, de 7, ficaram encantadas com o xilofone de madeira e até arriscaram tocar uma canção de ninar. Mãe de Helen, a dona de casa Ana Fábia Leotério, de 37 anos, diz que se trata de uma "oportunidade única".

Já a mãe da pequena Alicia, a empresária Juliana Nakamura, de 37, revela que não espera só do evento para reunir a garotada em prol de brincadeiras antigas. Frequentemente, o grupo de pais e crianças se reúne em praças da cidade. "É importante sair um pouco de casa, deixar os aparelhos eletrônicos de lado", argumenta.

SOCIALIZAÇÃO

É dessa forma que pensam o analista de sistemas Elton Nobuo Herrera Inone, de 34 anos, e a compradora Jéssica Gianocaro Inone, de 26. Os dois brincavam com a filha, Maria Lívia Gianocaro Inone, de 1 ano e 8 meses. "Esse tipo de iniciativa também é importante, porque as crianças entram em contato com outras crianças", defende o pai.

Mesmo com o tempo chuvoso, muitos pais e filhos conseguiram se divertir e dedicar um tempo considerável à família.

 

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