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| Douglas Reis |
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| Segundo Evaristo Gonzales, do Sindpan, o País tem potencial para ampliar mercado de pães |
Alimento que compõe diariamente a mesa da maioria dos brasileiros, o pão também está presente em inúmeras expressões, ditados populares e até mesmo na mais conhecida oração do cristianismo: o Pai Nosso. O amigo "pão-duro", o parente que "comeu o pão que o diabo amassou", o que ficou "a pão e água" e o alerta de que "onde se ganha o pão não se come a carne" são parte da realidade cotidiana das pessoas, assim como o consumo deste alimento versátil e, quase sempre, de baixo custo, que comemora seu Dia Mundial oficialmente nesta segunda-feira (16).
A data foi instituída no ano 2000 pela União Internacional de Padeiros e Afins para celebrar o produto, muito consumido no café da manhã, no lanche da tarde ou até mesmo em substituição ao jantar, quando a correria do dia exige praticidade.
Produzido pela primeira vez há 6.000 anos na região da Mesopotâmia, onde atualmente está localizado o Iraque, o pão tem como ingredientes básicos a farinha, a água e o sal. Mas, em suas infinitas variações, também pode ser servido como entrada, complemento do prato principal e, inclusive, como sobremesa.
Trata-se de uma iguaria polivalente, que tem ganhado cada vez mais espaço com a expansão das produções artesanais, em padarias que utilizam ingredientes selecionados, e das hamburguerias gourmet. Presidente do Sindicato da Panificação de Bauru (Sindpan), Evaristo Gonzales conta que cada brasileiro consome, anualmente, cerca de 39 quilos de pão.
Apesar da quantidade ser significativa, ele avalia que há condições para expandir o mercado, já que, em outros países, como Chile e Argentina, a média é de 70 quilos por pessoa. "Mas, para isso, é importante caprichar no produto, nos ingredientes utilizados, para que ele possa competir em pé de igualdade com outros tipos de alimento", aponta.
QUERIDINHO
Entre todas as variedades de pão, o branco - mais conhecido como francês - é, de longe, o preferido entre os brasileiros. Mas Gonzales destaca o crescimento visível do segmento que aposta na produção de pães especiais, também chamados de rústicos, que utiliza processos de fermentação natural e técnicas trazidas, principalmente, da Europa.
"O pão embalado, fabricado pela indústria de alimentos, também está ganhando espaço, acredito que em razão da durabilidade do produto, muito maior que a do pão francês, que é de um dia, e também da variedade oferecida", pondera.
Com consumidores cada vez mais exigentes, segundo análise do presidente do Sindpan, tanto a indústria quanto o varejo passa - ou precisará passar - por processos de aprimoramento para se manter no mercado. "É importante investir na qualidade dos ingredientes, encontrar técnicas para garantir maior durabilidade ao produto e fazê-lo um alimento nutritivo em meio à preocupação crescente da população com uma alimentação melhor e com a praticidade", completa.
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