Política

Vereadores visitam escola com problemas

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Divulgação
Duas árvores seringueiras, de quase 12 metros, estariam sofrendo com infestação de cupins; como elas ficam sobre área destinada às crianças, fato deixou Defesa Civil em alerta
Galho, de cerca de um metro, que caiu foi entregue ao vereador Meira: “Felizmente, não acertou ninguém”

Na tarde dessa segunda-feira (16), os vereadores Coronel Meira (PSB), Yasmim Nascimento (PSC) e Serginho Brum (PSD) visitaram a Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Stelio Machado Loureiro, localizada na Praça Rodrigues Alves de Abreu, Centro. Um laudo da Defesa Civil de Bauru apontou vários problemas que ameaçariam a segurança de alunos e funcionários da unidade. A Secretaria Municipal de Educação, no entanto, afirma que as estruturas não oferecem risco iminente.

A reportagem teve acesso ao laudo, que indica goteiras pelo forro, fiação elétrica solta pelo telhado, calhas entupidas pelas árvores, pisos e calçadas danificados, além da presença de duas árvores seringueiras, de cerca de 12 metros, alvo de infestação. "Cupins estão atacando as árvores e os edifícios, quanto às arvores, temos que ter em mente que há duas seringueiras de porte gigante com galhos robustos que se projetam sobre área habitada por crianças", aponta o laudo.

As aulas seguem normalmente, entretanto, Meira disse que, durante a visita dos parlamentares, alguns pais comentaram sobre a insegurança em deixar os filhos no local. "Um pai contou que, assim que soube, veio buscar o filho. Imagine a preocupação dos que não têm disponibilidade para isso", comenta.

Meira narra que, ainda durante a visita, teve acesso a um galho oco, de aproximadamente um metro, que caiu durante a manhã. "Felizmente não acertou ninguém. O que vemos aqui é que as árvores sofreram uma ação forte dos cupins e a estrutura apresenta risco de curto-circuito, porque os fios estão descascados", comenta.

REUNIÃO

A escola recebeu os pais dos alunos em reuniões na manhã e na tarde de ontem e, segundo o vereador, a proposta apresentada pela unidade foi para que as atividades ficassem restritas às salas de aula. "Os pais não aceitaram a opção ofertada e pedem pela transferência total das atividades", comenta Meira. Ele, inclusive, entrou em contato com o Ministério Público, que já estava a par da situação.

PROVIDÊNCIAS

De acordo com a secretária de Educação, Isabel Cristina Miziara, também ontem, técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) e da Secretaria de Obras estiveram no local e prepararam um laudo preliminar que tranquiliza os pais e funcionários.

"Em momento algum, o laudo da Defesa Civil pediu a interdição da escola. A Semma emitiu um laudo preliminar que garante que as árvores não oferecem risco de queda e a Secretaria de Obras alega afirmou que os fios sobre o telhado são telefônicos e não há risco iminente de curto-circuito ou incêndio. Confiando na avaliação de técnicos capacitados para isso, o atendimento não foi suspenso e continuará sendo ofertado nas instalações da escola. Se aparecer algum laudo diferenciado, nós seremos os primeiros a garantir segurança aos alunos e funcionários e o remanejamento para algum outro local", afirma a secretária.

Ainda segundo Isabel, em função dos cupins, foi orientado que se criasse uma barreira física, o que já foi providenciado. Além disso, a Semma está programando a poda das árvores para minimizar as quedas de galhos. Já a Secretaria de Obras teria garantido que, durante esta semana, voltará à escola para realizar uma perícia no forro e, assim, emitir o laudo oficial.

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