A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) negou nessa terça-feira (17) que José Pacífico Santos, 64 anos, tenha sido agredido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, onde estava preso desde o último dia 27 após atear fogo na própria casa, em Lins (102 quilômetros de Bauru), e provocar a morte da mãe, de 85 anos.
Segundo a SAP, o detento chegou à unidade com queimaduras nas mãos e nas pernas devido ao crime praticado e foi encaminhado para o setor de saúde. No dia 28, ele foi conduzido a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bauru, onde foi medicado e recebeu alta para retornar à unidade.
"No dia 1 de outubro, o preso informou que estava se sentindo mal, com fortes dores no peito, e foi levado para o Pronto-Socorro Municipal de Bauru", informa. No dia 2, Santos foi transferido para o Hospital de Base (HB), onde permaneceu internado até o dia 11, quando morreu por volta das 9h50. Ainda de acordo com informações da SAP, as causas da morte dele foram choque séptico, pneumonia e infarto agudo do miocárdio.
O corpo do preso passou por exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML) e foi sepultado na última quinta-feira (12), no Cemitério São João Batista, em Lins.
O CRIME
Conforme divulgado pelo JC, na madrugada do último dia 27, o vendedor José Pacífico Santos ateou fogo ao colchão onde a mãe dormia em uma casa na Vila São José.
A aposentada Alaide Soares Silva, 85 anos, foi resgatada pelos bombeiros com queimaduras pelo corpo. Ela foi levada à Santa Casa local, mas não resistiu aos ferimentos. No hospital, Santos confessou o crime a policiais militares alegando que a mãe "enchia muito o saco" e acabou autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e feminicídio).