| Fotos: Reprodução/Facebook |
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| Filme retrata história de amor entre uma escrava, Ofélia, e um médico recém-chegado a Jaú |
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| ‘Diário de Ofélia’ foi encontrado por alunos em busca da reconstrução de suas origens históricas |
"O Diário de Ofélia", filme produzido pela Escola Estadual "Dr. Domingos de Magalhães", em Jaú, será lançado nesta quinta-feira (19), às 19h30, no Cinema Municipal Clodomiro Celulari, no Centro da cidade.
A produção foi viabilizada por meio do programa "Mais Cultura na Escola", do Ministério da Cultura (Minc), com a proposta de desenvolver um roteiro baseado em fatos históricos do município, e que explorasse construções históricas de Jaú.
Sob direção do professor da rede pública estadual Ricardo Fernandes Rodrigues, o filme foi integralmente rodado na cidade, com participação de alunos, ex-alunos, professores e coordenadores da escola estadual e da comunidade em geral.
"O projeto tomou uma proporção muito maior do que se esperava. Tornaram-se atores professores, alunos e ex-alunos. Também participou como atriz a diretora atual da escola, Maria Cecília Capellini Perez", conta a Secretaria de Estado da Educação.
"Durante todo o processo de criação do roteiro, os alunos, juntamente com o diretor Ricardo, fizeram muitas pesquisas históricas e, assim, o "Diário de Ofélia" foi ganhando vida". Na fase de produção, novos valores foram incorporados ao passado.
Segundo a Secretaria de Educação, a criação das cenas priorizou fatos ocorridos em Jaú na época gloriosa do café, com toques de aventura. O filme, que começou a ser gravado em 2014 e teve a edição finalizada neste ano, tem 55 minutos de duração.
A estreia de "O Diário de Ofélia" será restrita apenas a convidados, mas a produção jauense será exibida gratuitamente para o público entre os dias 23 e 27 de outubro, também no Cine Jaú, em três sessões diárias, às 10h30, 16h e 19h30.
SINOPSE
O filme conta a história de Ofélia, uma negra que se tornou escrava e, após se envolver com um médico recém-chegado a Jaú, engravidou, foi mandada embora pelos patrões e desapareceu.
Após passagem de tempo, já nos dias atuais, um professor de história da escola Domingos de Magalhães pede a seus alunos do Ensino Médio que façam um trabalho sobre árvore genealógica.
Murano, protagonista do filme, foi escolhido para expor sua pesquisa. Afrodescendente, deveria mostrar como seus ancestrais, que eram escravos, foram importantes na construção da cidade. Outro aluno, Henry, de grupo rival, também foi escolhido para falar sobre seu trabalho. De sobrenome renomado, ele poderia contar sobre o desenvolvimento trazido por políticos ricos da época. Murano e Henry perceberam que existia uma lacuna em suas histórias e, durante a pesquisa, descobriram que fatos haviam sido apagados de propósito. Na busca pela verdade, segredos foram revelados por meio de um diário, o "Diário de Ofélia".

