Tribuna do Leitor

Tirando sarro na nossa cara

Fabrício Genaro
| Tempo de leitura: 1 min

Na semana de seguidos retrocessos (recondução de Aécio ao Senado e rejeição a nova denúncia contra Temer), o ministro Gilmar Mendes ironiza todos os que criticam o decreto sobre trabalho escravo publicado pelo Ministério do Trabalho: "Eu me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Não acho que faço trabalho escravo".

É claro. Ele não exerce nenhum trabalho forçado, não há restrições à sua liberdade e nem tampouco é obrigado a prestar um serviço sem receber um pagamento ou receber um valor insuficiente para suas necessidades.

A propósito, o salário teto de um ministro do STF é a bagatela de R$ 33 mil, fora os penduricalhos, o que justifica seu prazer pelo trabalho.

A própria Organização Internacional do Trabalho (OIT) condenou oficialmente as mudanças na fiscalização do trabalho escravo.

Gilmar Mendes foi muito infeliz e ofensivo em sua fala.

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