| Malavolta Jr. |
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| Deputado estadual Vaz de Lima (PSDB) também falou sobre sua antiga relação com Bauru |
O deputado estadual Vaz de Lima (PSDB) conseguiu o "selo de qualidade" para a Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA). O projeto de lei de sua autoria foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na última quarta-feira. Nessa sexta-feira (20), o político esteve no município, para receber o título de Cidadão Bauruense e falou, entre outros temas, sobre eleições e a Reforma Trabalhista.
Lima relata que, há alguns meses, veio a Bauru e foi levado até a ABDA, cuja excelência o impressionou. "Eles atendem quase 4 mil pessoas, sem receber um recurso público sequer", complementa.
Diante disso, o deputado resolveu preparar a associação para alçar voos maiores, fato que só seria possível caso ela fosse considerada de utilidade pública. "Entramos com o projeto, arrumamos toda a documentação e, na última quarta-feira, foi aprovado", narra.
Agora, resta a sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para que o projeto se transforme em lei, fato que deverá ocorrer dentro de 20 dias.
"Hoje (sexta-20), estive com o Cláudio [Zopone, presidente da ABDA] e a gente vai começar a dar andamento no relacionamento público-privado da associação. À par daquilo que pode vir de recursos públicos, o título de utilidade pública chamará o futuro patrocínio das empresas, porque existe um 'selo de qualidade'", argumenta.
Além disso, a ABDA poderá se beneficiar com as leis de incentivo. "O próximo passo será tentar a Lei de Utilidade Pública Federal, que tem um componente maior: a entidade reconhecida deixa de pagar os encargos sociais. Porém, para chegar até lá, precisava ter o projeto de lei aprovado pela Alesp", explica.
O TÍTULO
Nessa sexta-feira (20), o deputado estadual Vaz de Lima recebeu o título de cidadão bauruense, de autoria do vereador Miltinho Sardin (PTB). Lima conta que a sua história política, na cidade, data do começo dos anos 90, com o vereador José Walter Lelo Rodrigues. Em seguida, estreitou as relações com Luiz Carlos Valle, Roberval Sakai e Miltinho Sardin.
"Ao longo dos anos, fui construindo uma relação de amizade e companheirismo com as pessoas de Bauru. Tentei trazer para a cidade o que eu podia, como a ajuda financeira à Apae de Bauru, ambulância para o Distrito de Tibiriçá, pavimentação entre o Jardim Prudência e o Nova Esperança, além de diversos recursos para outras entidades assistenciais", enumera.
No total, Vaz de Lima conseguiu R$ 2 milhões de emendas à cidade, fora as ações enquanto deputado estadual.
CENÁRIO POLÍTICO
Segundo Vaz de Lima, a possível saída de Aécio Neves (PSDB) da presidência de seu partido não teria efeito algum. Recentemente, o senador tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução da Justiça, mas teve o mandato restituído.
O deputado estadual revela que trata a situação de Aécio da mesma forma que o presidente Michel Temer (PMDB). "Tirar o Temer, neste momento, vai causar algum bem para o País? As ações que o Temer possa ter na Justiça vão continuar e ele vai pagar em outra ocasião. Nós estamos a pouco mais de um mês da convenção nacional do partido. Do ponto de vista prático, [o Aécio] sair ou não sair não tem efeito algum. Na minha avaliação, não é isso que vai prejudicar a imagem do partido", avalia.
Inclusive, o PSDB terá a sua convenção nacional em dezembro. Para Vaz de Lima, há muitos pretendentes à Presidência da República pela sigla e só uma prévia resolveria o impasse. "Acredito que devemos fazê-la em maio, não em março. Se for em março, quem perder pode ceder à tentação de sair do partido", argumenta.
O deputado acredita que Geraldo Alckmin seja o nome mais indicado para disputar o pleito do ano que vem, enquanto candidato à Presidência da República pelo PSDB. Em relação ao governo do Estado de São Paulo, o político ainda não tem uma preferência.
Questionado sobre a Lava Jato, Lima diz que tem de ser tratada a partir do aspecto jurídico, não político. "Devemos deixar a Justiça cumprir todo o rito e condenar ou não só depois de ter provas consistentes. Não adianta apressar. A questão judicial tem um rito próprio. Não há nada pior, em uma democracia, do que você condenar alguém que pode ser inocentado em outra instância", defende.
Sobre a Reforma Trabalhista, o deputado avalia que não pode ser feita em plena crise, mas assume a necessidade de alterar a legislação. "Alguns pontos ainda são da época de Getúlio Vargas, quando a expectativa de vida era de 53, 54 anos. Hoje, a nova geração viverá até 100 anos. Precisamos adequar a Reforma à realidade atual, garantindo os direitos já conquistados", finaliza.
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Contingenciamento
Questionado sobre o contingenciamento de emendas parlamentares, Vaz de Lima afirma que a situação está difícil. “Você vai, apresenta a emenda e a entidade ou o município criam expectativas, isso não ocorre e surge o problema”, lamenta.
Porém, o deputado alega que, por ser íntimo do setor de Finanças, consegue entender que, na administração pública, há momentos em que determinados projetos devem ser priorizados, por conta da crise econômica. O político acredita, ainda, que a situação logo voltará ao normal.
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