| Douglas Reis |
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| Cauê Macris conduziu a apresentação; ao lado dele, o prefeito Gazzetta, e, no plenário, Celso Nascimento e Vinícius Schurgelies |
O município de Bauru segue entre os melhores do Estado de São Paulo no Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS). Os dados da Região Administrativa de Bauru foram apresentados nessa sexta-feira (20), em audiência pública na Câmara Municipal, com a presença do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o deputado estadual Cauê Macris (PSDB). O modelo de avaliação é semelhante ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, com a diferença de que este é feito a cada dez anos, e o IPRS é bianual.
Esta é a nona edição do IPRS, levantamento contratado pela Alesp junto à Fundação Seade. São levados em consideração 12 quesitos em três grandes áreas: Riqueza, Longevidade e Escolaridade, com notas que vão de 0 a 100. Os municípios são classificados em cinco grupos, que vão do 1 (melhores notas) até 5 (piores notas), e também são posicionados diante da média estadual.
Os dados apresentados foram consolidados em 2014. Bauru, que pertencia ao Grupo 1, caiu para o Grupo 2, mas segue entre os municípios com melhores indicadores. "Os grupos 1 e 2 são os melhores classificados, e muitas vezes a diferença é sutil. O 3 é um patamar intermediário, e os 4 e 5 apontam os municípios em situação mais difícil", explica o diretor-presidente do Instituto Legislativo Paulista (ILP), Vinícius Schurgelies, que também participou do encontro.
NÚMEROS
A área em que Bauru mais de destaca é na Riqueza. A Fundação Seade leva em conta fatores como consumo de energia (domiciliar e comercial), emprego formal e valor adicionado fiscal per capita. Bauru passou da nota 38 em 2008 para 41 em 2010, depois 42 em 2012, e agora 44 em 2014, praticamente na média do Estado.
Já na Longevidade, a cidade chegou a ter nota 73 em 2010, e estava com 71 em 2012. Agora, caiu um ponto, e voltou ao patamar de 2008, e está na média estadual. Houve ligeiro crescimento das mortalidades infantil e perinatal, enquanto a mortalidade de pessoas entre 15 e 39 anos recuou. Já a mortalidade de pessoas de 60 a 69 anos manteve-se no mesmo índice.
Por fim, o quesito que mais pesou para deixar Bauru no Grupo 2 foi a Escolaridade. O município vinha de duas avaliações com nota 55, mas caiu para 53, e está abaixo da média estadual. O atendimento escolar de crianças de 4 e 5 anos recuou, o percentual de alunos da rede pública com resultados satisfatórios em português e matemática piorou, e apenas o percentual de estudantes com atraso no ensino melhorou.
CONDIÇÃO
De acordo com o IPRS, Bauru está no Grupo 2 pelo fato de estar bem posicionado no indicador Riqueza, porém, está abaixo em um dos outros indicadores, no caso a Escolaridade. Caso consiga melhorar isso na próxima avaliação, que será com base em dados de 2016, a cidade pode voltar ao Grupo 1.
Para o presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris, Bauru e região tem condição de avançarem no ranking. "A gente está divulgando os dados por região, indo até cada uma delas. São indicadores que podem ajudar os gestores municipais a melhorarem políticas públicas nas áreas em que são apontadas deficiências. Bauru e região tem toda condição de subir nesse índice nos próximos anos", avalia. "São números da Fundação Seade, contratada pela Assembleia. É uma forma de ajudar cada município e cada região do Estado a conhecer melhor seus indicadores socioeconômicos", completa.
O secretário municipal de Bem-Estar Social (Sebes), Carlão Fernandes, tem o mesmo diagnóstico. "São números que vão nos ajudar a trabalhar em cada área", enfatiza.
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Dados da região
A Região Administrativa de Bauru foi a 9.ª entre as 16 regiões do Estado no indicador Riqueza, a 10.ª em Longevidade e a 13.ª em Escolaridade. Para efeito de comparação, a Região Administrativa de Marília, cujos dados também foram apresentados ontem, em Marília, tem a 2.ª melhor média de Escolaridade, a 9.ª Longevidade, mas é apenas a 13.ª no indicador de Riqueza.
Entre os 39 municípios da Região Administrativa de Bauru, três estão no Grupo 1, com as melhores notas, que são Iacanga, Lençóis Paulista e Pederneiras. No Grupo 2, são quatro municípios (incluindo Bauru) e no Grupo 3 outros oito. No Grupo 4, estão 15 cidades, e, no Grupo 5, com os piores índices, nove municípios.
A audiência contou com a presença do deputado estadual Celso Nascimento (PSC). "A Assembleia Legislativa tem a responsabilidade de ajudar os municípios e ter esses dados em mãos só colabora com cada cidade", enfatiza. Ainda participaram do encontro os prefeitos Clodoaldo Gazzetta (PSD), de Bauru; Marcos Bilancieri (PSDB), de Boracéia; Ditão (PSDB), de Uru; Ismael Boiani (PSB), de Iacanga; Elson Banuth (PSDB), de Arealva; e Ruy Fávero (PTB), de Dois Córregos. Também estiveram na audiência vice-prefeitos e vereadores de cidades da região.
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