| Douglas Reis |
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| Depois de passar pelas 30 entidades culturais nipo-brasileiras do Noroeste do Estado, Walter Ihoshi esteve em Bauru nessa segunda (23) |
Como parte do planejamento para a comemoração dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, a ser celebrada em 2018, o deputado federal Walter Ihoshi (PSD) chegou a Bauru, na manhã dessa segunda-feira (23), para um encontro com representantes do Clube Nipo-Brasileiro de Bauru.
Depois de passar pelas 30 entidades culturais nipo-brasileiras do Noroeste do Estado, a "peregrinação" do parlamentar se encerrou com a visita, ontem, na cidade. Os encontros também falam sobre a campanha da comunidade para que, próximo às festividades, alguma região seja visitada por um membro da Família Imperial do Japão.
A visita de Ihoshi foi acompanhada do presidente da Federação das Associações Culturais Nipo-Brasileiras da Noroeste, Shinichi Yassunaga; do ex-prefeito de Andradina e membro da Federação; Jamil Akio Ono; e assessores.
Em visita ao Café com Política, do JC, Ihoshi também falou sobre outros temas, como o cenário político atual, as reformas Trabalhista e Tributária e a polêmica envolvendo o fundo partidário bilionário. Confira a seguir:
JC - Qual é o objetivo dos encontros realizados na região Noroeste?
Walter Ihoshi - O objetivo principal é continuar preservando a força de nossas comunidades nipo-brasileiras. É um trabalho que fazemos em todos os anos para manter contato e conhecer as demandas dessas associações que promovem a cultura japonesa e fazem o intercâmbio com a sociedade brasileira. Neste ano, o foco é festividade do ano que vem.
JC - Por conta da comemoração dos 110 anos, há alguma programação diferenciada?
Walter Ihoshi - Sim. A comemoração dos 110 anos da imigração japonesa acontecerá concomitantemente ao Festival do Japão - considerado o maior evento da cultura japonesa -, em julho de 2018. Esse é um festival muito grande, onde são apresentadas nossa cultura e gastronomia para milhares de pessoas. O destaque é a presença de um membro da Família Imperial que virá ao Brasil para a comemoração.
JC - Como será realizada a comemoração na região de Bauru?
Walter Ihoshi - Cada entidade fará sua própria comemoração. Caso haja uma visita na região Noroeste, as atividades das entidades serão, na ocasião, realizadas na cidade escolhida. As principais apostas são Promissão, que completa o centenário da colonização no próximo ano, e Araçatuba, sede da Federação das Associações Culturais Nipo-Brasileiras da Noroeste.
JC - O senhor é autor de um projeto de lei que prevê o fortalecimento do Brasil no mercado internacional. Como essa proposta poderá ajudar municípios como Bauru e o Interior Paulista?
Walter Ihoshi - O projeto de lei de minha autoria objetiva que as pequenas e médias empresas exportadoras possam ampliar sua participação no comércio internacional. Esse projeto, que ainda está em trânsito, prevê a criação de uma nova modalidade para que essas empresas consigam crédito. As empresas exportadoras da região, como produtores de café, agropecuárias e demais que se esforçam para exportar, seriam beneficiadas pelo projeto.
JC - Como o senhor avalia a Reforma Tributária?
Walter Ihoshi - Minha luta pela redução de impostos de medicamentos vai ao encontro da Reforma Tributária. Acredito que essa luta é muito boa para a saúde pública. Inclusive, estarei fazendo eventos, junto ao deputado Luiz Carlos Hauly [PSDB-PR], em São Paulo, para que ele mostre ao setor de saúde os benefícios que essa nova Reforma poderá trazer.
JC - E quanto à Reforma da Previdência?
Walter Ihoshi - Após a delação do presidente Temer, nesta quarta-feira, teremos alguns projetos que estão sendo desenhados, inclusive, a Reforma da Previdência. Acho muito difícil a atual base conseguir aprovar essa Reforma. Acredito que a Tributária, da forma como vem sendo desenhada, talvez seja a mais adequada para o Congresso Nacional poder se manifestar nesse momento.
JC - O PSD votou favoravelmente ao fundo partidário bilionário para campanhas eleitorais. Comente.
Walter Ihoshi - Houve uma polêmica e a sociedade não conseguiu entender, mas foi uma solução necessária. Uma saída que o Congresso encontrou para poder fazer uma campanha eleitoral razoável e passar a limpo essa situação. Quando um parlamentar fala em tirar dinheiro da saúde e da educação para direcionar ao fundo eleitoral, realmente, não é correto. Mas o que foi aprovado é a retirada de dinheiro de bancadas e outros recursos, como tempo de propaganda em televisão, em anos não eleitorais.
JC - E como o senhor vê a Reforma Eleitoral?
Walter Ihoshi - Hoje, o eleitor, quando vota, não sabe muito bem em qual partido está votando, portanto, os partidos estão enfraquecidos. Acredito que tivemos um tímido avanço após a Reforma Política que conseguimos aprovar. Para mim, o melhor modelo, seria o distrital misto, em que o eleitor pode escolher o melhor candidato dentro de sua região e vota em um partido do qual se identifica.
