| Thomas Peter/Reuters |
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| Presidente chinês Xi Jinpin (centro), ao lado dos ex-presidentes Hu Jintao (esquerda) e Jiang Zemin (direita) durante Congresso do Partido Comunista chinês, em Pequim: auge e nova era |
O governista Partido Comunista da China entronizou o pensamento político do presidente Xi Jinping em sua Constituição nessa terça-feira (24), colocando-o ao lado do fundador da China moderna, Mao Tsé-tung, e de Deng Xiaoping, cujas reformas iniciadas no fim dos anos 1970 transformaram a China em grande potência.
O partido aprovou por unanimidade uma emenda para incluir o "Pensamento de Xi Jinping Sobre o Socialismo Com Características Chinesas para uma Nova Era" como um de seus princípios orientadores.
A medida consolida o poder do atual líder antes do início de um segundo mandato de cinco anos.
O partido anunciará seu novo Comitê Permanente, que atualmente tem sete membros e é presidido por Xi, perto do meio-dia local desta quarta-feira (25).
Wang Qishan, aliado-chave de Xi que se destacou no combate à corrupção, não estará no próximo Comitê Permanente do Politburo, o auge do poder chinês, já que não ficou entre os nomeados ontem para integrarem o Comitê Central de 204 membros.
LUTA ANTICORRUPÇÃO
Também como esperado, a Constituição emendada afirmou que a luta contra a corrupção que caracteriza o governo Xi, e que já apanhou mais de 1,3 milhão de funcionários, continuará.
Uma surpresa foi a iniciativa "Cinto e Estrada" do presidente, um programa ambicioso de construção de infraestrutura para ligar a China a seus vizinhos e além, também ter sido incluída na Constituição partidária.
Ainda se incluiu um compromisso de reformas industriais voltadas à cadeia de suprimentos e uma concessão ao "papel decisivo" das forças de mercado na alocação de recursos, um compromisso que Xi assumiu no início de seus primeiros mandatos e que muitos investidores creem que ele não cumpriu.
