| Joca Duarte/Divulgação |
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| Secretário de Estado da Cultura, José Luiz Penna, assina Programa de Fomento ao Cinema Paulista ao lado de profissionais da área |
O secretário da cultura do Estado de São Paulo, José Luiz Penna, recebeu profissionais ligados ao audiovisual para apresentar um conjunto de ações voltadas à produção audiovisual paulista. Batizado de "Filma São Paulo", o programa inclui novidades em toda a cadeia de produção do audiovisual - do desenvolvimento à distribuição das obras.
Penna assinou a resolução nº 50, de 29 de setembro de 2017, que formaliza o Programa de Fomento ao Cinema Paulista e regulamenta o aporte de incentivo fiscal das empresas estatais na produção e finalização de projetos cinematográficos de longa-metragem. A resolução é válida também para outras empresas, de natureza pública ou privada, que queiram aportar recursos incentivados no Programa de Fomento ao Cinema Paulista.
O incentivo fiscal via estatais já vinha sendo realizado desde a criação do programa, em 2003. No entanto, a assinatura da resolução formaliza e garante verba para os próximos anos.
"A garantia de aplicação de recursos do Estado, por meio da Lei do Audiovisual, é necessária para a produção cinematográfica paulista. Muitos dos projetos já apoiados em anos anteriores ganharam projeção e reconhecimento internacional. Além disso, o cinema tem uma função importantíssima no cenário econômico em que estamos: é uma atividade que gera muitos empregos. Por isso, essa resolução assegura o repasse de valores para o cinema paulista, e isso é somente parte do legado que queremos deixar para o audiovisual", afirma o secretário José Luiz Penna.
Film Commission
Penna também anunciou a criação de uma Film Commission que tem o objetivo de colocar as cidades de São Paulo como vitrine para produções internacionais. Os municípios interessados em integrar a Film Commission deverão se inscrever em chamamento público e criar incentivos para a produção, que podem ser desde alimentação, hospedagem e transporte até recursos financeiros. "O estado de São Paulo possui cenários que permitem filmar períodos históricos e contextos diversos. A visibilidade conferida aos municípios através das obras cinematográficas fomenta o turismo e ajuda a gerar emprego e renda", afirma o secretário-adjunto Romildo Campello.
Circuito de Cinema Paulista
A etapa de distribuição e difusão das obras cinematográficas produzidas com patrocínio do Governo do Estado ganha novo impulso com o "Filma São Paulo". Em parceria com a Spcine, que ajudará a compor a programação, os auditórios do MIS-SP, Memorial da América Latina, Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos, instituições do Governo do Estado de São Paulo, receberão o "Circuito de Cinema Paulista", programação de filmes com ingressos gratuitos ou a preços populares. Com isso, a Secretaria da Cultura do Estado passa a integrar o circuito Spcine, rede de salas de cinema da Prefeitura de São Paulo.
Criado em 2003 pelo governador Geraldo Alckmin, o Programa de Fomento ao Cinema Paulista regula a concessão de patrocínios das estatais paulistas a projetos de audiovisual e outras linguagens por meio da Lei do Audiovisual e da Lei Rouanet. Os projetos são selecionados anualmente por meio de edital lançado pela Secretaria da Cultura do Estado. O Programa de Fomento ao Cinema Paulista apoiou filmes como a animação O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, indicado à categoria "Melhor Animação" no Oscar 2016; Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, filme premiado no Festival de Sundance, que representou o Brasil na categoria "Melhor Filme Estrangeiro" no Oscar 2016; Como Nossos Pais, que ganhou seis prêmios no Festival de Gramado, entre eles o de "Melhor Filme"; o documentário Homem Comum, de Carlos Nader, vencedor do Festival É Tudo Verdade, em 2015; Meu amigo hindu, de Hector Babenco; Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca; e Xingu, de Cao Hamburger.
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