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Infestação do Aedes cai, mas vaso de planta segue como o principal "vilão"

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Embora a infestação do mosquito transmissor da dengue, do zika vírus, da febre chikungunya, além da febre amarela, esteja em nível satisfatório e menor em relação ao início de 2017, a Secretaria Municipal de Saúde mantém o alerta, principalmente, no que diz respeito aos vasos de plantas, ainda considerados os principais "vilões". Nesta semana, o município divulgou ao JC o último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) deste ano.

Diretor do Departamento de Saúde Coletiva, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, Mário Ramos de Paula e Silva revela que o índice predial, em outubro, chegou a 0,9% - o Ministério da Saúde considera satisfatório o resultado igual ou menor do que 1%.

O índice caiu em relação a fevereiro e junho, quando o produto do cálculo foi de 4% e 3,5%, respectivamente - sendo que o resultado de 1% a 3,9% é estado de alerta e, acima de 4%, há risco de surto da doença. Em agosto, o índice foi de 0,7%.

Segundo o diretor, a grande explicação é o clima. Como o começo do ano é mais chuvoso e quente, aumenta a infestação. Por isso, o alerta deve continuar.

PRIORIDADE

A expectativa de Ramos é de que o município mantenha o resultado satisfatório até o final do ano. Para tanto, o órgão está intensificando os trabalhos nas quatro regiões que tiveram o índice predial acima de 1% no Liraa: Terra Branca e Independência; Alto Paraíso, Vila Falcão e Ouro Verde; Pagani, Perdizes, Flórida, Araruna, Santa Luzia, Beija-Flor, Mary Dota e Nobuji; e Jardim Brasil, Vila Cardia, Higienópolis e Vila Universitária.

PERIGOS

O objetivo é visitar todas as casas desses bairros e eliminar os focos do Aedes aegypti. Falando em ambiente favorável à proliferação do mosquito da dengue, os vasos de plantas ainda são os principais vilões, seguidos dos pratos; vasos sanitários, caixas de descarga, latas, frascos e plásticos; além de materiais de construção, outros móveis e bromélias (veja detalhes no quadro no começo).

Diante disso, o diretor do Departamento de Saúde Coletiva pede que a água dos pratos dos vasos das plantas seja removida com frequência, evitando, assim, o desenvolvimento das larvas do mosquito.

RISCO DE EPIDEMIA

Como a doença é considerada cíclica, Ramos teme que, em 2018, haja uma epidemia. "Faz muito tempo que não temos o tipo 2 da doença e nunca registramos casos do 4. Logo, nossa preocupação é de que a cidade tenha nova epidemia", reitera.

Ainda segundo o diretor, a solução está nas medidas de prevenção, tais como: manter as calhas limpas, além dos ralos e vasos sanitários fechados; limpar e cobrir as piscinas; e descartar todo e qualquer tipo de material com potencial para ser criadouro das larvas do Aedes.

CASOS

Conforme informações do Centro de Vigilância Epidemiológica, órgão vinculado à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, de janeiro a agosto deste ano, Bauru registrou 335 notificações de casos de dengue, sendo 43 confirmadas. Não houve nenhuma ocorrência importada. Já em 2016 inteiro, a cidade registrou 2.381 notificações, sendo 1.354 confirmadas. Deste total, 34 ocorrências eram importadas.

Cinthia Milanez
Diretor do Departamento de Saúde Coletiva, Mário Ramos diz que meta é priorizar bairros que tiveram os índices mais altos

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