| Felipe Werneck/Ascom/Ibama/Fotos Públicas |
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| Reservatório da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves (Candonga) |
Relatório do Ibama divulgado nessa quinta-feira (26) aponta que, até o mês de agosto, 20 dos 109 afluentes do rio Doce vistoriados ainda recebiam lama de rejeitos minerais vinda do rompimento da barragem de Fundão, operada pela Samarco, que aconteceu em 5 de novembro de 2015.
Essa lama pode poluir a água. Nesses 20 afluentes, foram verificados processos erosivos que carregam o rejeito para dentro dos rios -ou seja, a lama não foi contida ou retirada das margens por ações emergenciais mesmo após dois anos do rompimento.
Os braços do rio que ainda recebem rejeito, segundo o instituto, devem "passar por intervenções corretivas relativas às ações emergenciais, tendo em vista que foi constatada ausência ou deficiência na implementação das técnicas que resultam na contenção de processos erosivos e consequentemente no carreamento de rejeito para os cursos d'água".
A inspeção foi realizada entre os dias 21 e 30 de agosto deste ano. Foram analisados 109 afluentes na área mais danificada pela passagem da lama, nos 100 km entre Mariana (MG) e a usina hidrelétrica de Candonga, que conteve a maior parte dos rejeitos.
