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| Eric Fabris diz que setorização do que falta na obra é alternativa para manter ritmo de trabalho |
Em reunião no final da tarde dessa quinta-feira (26), em São Paulo, a Prefeitura de Bauru, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a empresa Arcadis Logos, responsável pelo projeto da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, chegaram a uma solução possível para acelerar o ritmo de trabalho das obras. O presidente do DAE, Eric Fabris, o secretário de Obras, Ricardo Olivatto, e o engenheiro Wellington Silva representaram o município no encontro.
Em entrevista por telefone ao JC, logo após o término da reunião, Fabris revelou que a ideia é setorizar o que falta da obra. De acordo com a autarquia, cerca de 72% dos serviços já foram executadas pela COM Engenharia, empresa responsável pela construção. O problema está nos três tanques de aeração, onde foram instaladas 2 mil estacas-raiz. No final de 2016, testes de carga apontaram resultados insatisfatórios e novas provas tiveram que ser realizadas neste ano.
Porém, até agora, não há um resultado conclusivo se há necessidade de reforço das estacas ou se elas são suficientes. "Como os tanques não são monolíticos, é possível setorizar e onde os resultados estiverem satisfatórios pode ser liberada a sequência da obra. Onde os resultados estiverem abaixo do ideal, teremos mais tempo para encontrar uma solução adequada", destacou Fabris.
ESPECIALISTAS
O presidente do DAE lembra que todos os testes e provas de carga terão os resultados avaliados de forma detalhada por consultores especializados, tanto por parte da Arcadis Logos como pelo município. "Eles (Arcadis) contratam profissionais para esse tipo de análise e o DAE também. O Luciano Decourt, que é um dos nomes mais respeitados do Brasil, está avaliando todo o material a nosso pedido", mencionou.
MAIS VIÁVEL
Ainda segundo o dirigente da autarquia, a setorização dos quase 30% que restam das obras civis é a alternativa mais viável. "Como eu disse, são três tanques de aeração. Pode ser que um esteja totalmente liberado e outro tenha uma parte liberada. Com isso, a gente pode conseguir manter um ritmo melhor de trabalho, e seguir dentro de um prazo bom para a conclusão. Tudo dentro de normas técnicas, ninguém vai fazer algo fora do padrão", considerou. "E os resultados dos tanques de aeração vão ajudar a definir a instalação de outras 800 estacas-raiz nos reatores anaeróbios, outra parte que falta da obra", finalizou.
A prefeitura e o DAE estimam que a ETE pode ser entregue até dezembro do ano que vem. Em paralelo às obras civis, já estão sendo montados equipamentos eletromecânicos, que depois serão instalados na ETE, e que representam praticamente a metade do valor total da construção. Parte desses equipamentos, inclusive, virá do Exterior.
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A Estação
A ETE Vargem Limpa vai tratar 95% do esgoto da zona urbana de Bauru quando estiver pronta. O restante é tratado pela ETE Candeia, na região do Núcleo Gasparini, Pousada da Esperança e Vila São Paulo, já em funcionamento, e pela ETE do Distrito de Tibiriçá.
A Estação Vargem Limpa custaria inicialmente R$ 129 milhões, mas o valor final pode chegar a R$ 144 milhões, conforme o DAE revelou em audiência pública na Câmara, em agosto. A COM Engenharia é a responsável pelas obras, fiscalizadas pela prefeitura, DAE e pelo consórcio SGS-Enger/JHE. O governo federal deve repassar R$ 118 milhões para a construção, a fundo perdido, enquanto o restante virá do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), que fechou o mês de setembro com cerca de R$ 170 milhões.
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