Trinta profissionais de oito estados brasileiros realizam desde sexta-feira (27) a segunda edição da Expedição Médica VVDharma no sertão brasileiro. O encontro ocorreu no dia 27, às 17h, no aeroporto de Petrolina, em Pernambuco. Mas o destino é um pouco mais adiante. Até chegarem ao local dos primeiros atendimentos, na Serra do Inácio, área rural de Betânia do Piauí, eles percorreram em torno de mais três horas de estrada, entre trechos de asfalto e estrada de terra batida numa das regiões mais carentes de serviços básicos no país, o triângulo da seca.
Nos dez dias da expedição, serão oferecidas consultas médicas, atendimento com dentistas, sessões de fisioterapia e exames clínicos. A equipe também conseguiu a doação de óculos de grau para os moradores com deficiência visual, e vai realizar palestras de orientação e prevenção de doenças e capacitar professores locais. O médico infectologista e professor da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) Alexandre Naime Barbosa é um dos especialistas que faz parte da comitiva.
A meta agora é dar acompanhamento aos pacientes e adequar a oferta de serviço a partir das necessidades levantadas pelos profissionais na primeira visita, explica a coordenadora clínica da expedição, a médica Karina Oliani. "O número de profissionais da oftalmologia, pediatria e odontologia dobrou justamente porque foram as especialidades mais procuradas no ano passado."
Depois dos atendimentos na região da Serra do Inácio, em Betânia do Piauí, a equipe ainda passará por localidades rurais de Paulistana e de Acauã - durante anos considerada uma das cidades com pior índice de desenvolvimento humano (IDH) do país, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e com forte influência da cultura quilombola.
Além do Instituto Dharma e VV, a missão humanitária tem a parceria da Íris Global, referência em trabalhos de desenvolvimento humano e social na África e Ásia, e a MAIS, organização religiosa especializada em projetos de desenvolvimento comunitário e microcrédito em países como Haiti, Uganda e Burundi.