| Malavolta Jr./JC Imagens |
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| Roberson Moron alerta para o golpe e lamenta o fato de ação criminosa se aproveitar de momento de fragilidade das pessoas |
O momento de fragilidade e sofrimento que permeia a internação de um ente querido com problemas de saúde se tornou oportunidade para criminosos. Identificando-se como médico plantonista ou funcionário do hospital, o estelionatário liga para um familiar do paciente e pede uma quantia em dinheiro para agilizar procedimentos médicos de emergência. A Unimed Bauru pede atenção com o chamado "golpe da UTI" e faz alerta para o uso indevido de seu nome.
A ação criminosa está presente em diversas partes do País, inclusive com casos registrados em Bauru, como o JC vem acompanhando desde 2016. "Não é uma questão interna ou pontual de alguns hospitais. Mas de muitos, até mesmo os públicos. Situação que lamentamos muito, porque essas pessoas já estão passando por uma situação bastante delicada, que é a preocupação com o familiar em tratamento", ressalta o presidente da Unimed Bauru, Roberson Antequera Moron.
| Douglas Reis |
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| Advogada Renata Esmeraldi: "Maior arma é a informação" |
Advogada da cooperativa médica, Renata Lopes Esmeraldi aponta que o crime está ligado à exposição das próprias pessoas nas redes sociais e é um movimento muito maior do que se acreditava quando ocorreram os primeiros casos no Brasil, há quatro anos. Para os representantes do Hospital da Unimed de Bauru, a melhor forma de combater esse crime é a conscientização e a informação.
"Que existem quadrilheiros se utilizando das redes sociais, é fato. Para podermos tirar os pacientes dessa zona de risco, só explicando que os perigos existem e mostrando como atuam. A nossa maior arma é a informação", diz Renata.
EXPOSIÇÃO
Recursos como compartilhamento de localização, check-ins e a própria exposição da situação da saúde do paciente em redes sociais são apontadas pelos representantes do hospital como uma forma de acesso dos bandidos às informações privilegiadas que usam nos golpes.
"A atividade criminosa vem acompanhada de artifícios que, automaticamente, leem as redes sociais e check-ins em hospitais e clínicas. Por meio dessa seleção de pessoas, é possível que os estelionatários analisem os comentários e descubram qual é o parentesco do internado e, até mesmo, o médico responsável por ele", explica a advogada.
SEGURANÇA REFORÇADA
Segundo Roberson Moron, para se proteger de hackers, o hospital toma todas as medidas de segurança disponíveis, com uso de firewall e um dos melhores softwares habilitados e com certificação. "É o mesmo de grandes hospitais de São Paulo. Então, há uma falsa impressão de que a informação, obrigatoriamente, vazou de dentro da empresa. Mas existe um trânsito desses dados para outros lugares como bancos e matrizes. Temos nos protegido da melhor forma que podemos", ressalta.
Ainda como procedimento do hospital, os representantes explicam que todos os funcionários foram treinados para informar aos pacientes sobre a ação criminosa e recomendados a não passar nenhum dado para terceiros.
"Já, na entrada do hospital, existe um cartaz explicando sobre o golpe. Na recepção, o familiar responsável e o paciente também são informados. Posteriormente, a enfermeira faz uma visita ao quarto em que o paciente está internado e fala, novamente, sobre o golpe", comenta Moron.
Mas, segundo o presidente, o que complica essa situação é o fato de que quem recebe a ligação do estelionatário não é o parente responsável pela internação, mas alguém que, possivelmente, não foi informado sobre o golpe. "A informação é de que o criminoso sempre diz que não conseguiu falar com o responsável, justificando a ligação", diz.
O QUE FAZER?
Moron frisa que o primeiro passo após receber uma ligação ou mensagem suspeita é entrar em contato com o hospital. "Eu mesmo já recebi mensagens e ligações duvidosas e contatei as empresas responsáveis. Desconfie sempre e entre em contato imediatamente com o hospital", comenta.
Moron ainda destaca que todas as operações financeiras são efetuadas dentro do prédio da Unimed. "Sempre será com emissão de documento, recibo, nota fiscal e realizado na tesouraria da unidade de saúde. Nunca em conta de terceiros, nunca por telefone. Mesmo que venha via Correios, entre em contato", destaca.
SERVIÇO
Em caso de dúvidas ou suspeita do golpe, o Hospital da Unimed Bauru recomenda que os usuários entrem em contato pelo telefone (14) 3235-3337, disponível das 8h às 17h.

