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O Inter: Bauru se torna capital universitária

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Samantha Ciuffa
Primeiro dia da tenda do evento

Cidade que abriga o maior câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Bauru sedia O Inter pela primeira vez e promete fazer desta a maior de todas as 17 edições do evento. No primeiro dia de competições e festas, ontem, ginásios, escolas e complexos esportivos foram tomados por atletas e torcedores ao longo de todo o dia.

Somente no Recinto Mello Moraes, mais de 16,5 mil pessoas acompanharam as atrações da tenda diurna. Luan de Oliveira Dapunt, 23 anos, era uma delas. Estudante de engenharia de produção no câmpus de Guaratinguetá, ele participa do O Inter pela segunda vez e conta que seu principal objetivo, novamente, é se divertir.

"É bom estar com a galera da faculdade, todo mundo junto, e conhecer pessoas novas. Vim para curtir a tenda de dia e as festas à noite, mas irei a um jogo ou outro também", diz, acrescentando que não perderá o Desafio de Baterias, no sábado à tarde no Recinto.

Com fantasias, camisetas das torcidas, rostos, cabelos e corpos pintados, o público que foi ao Mello Moraes era, em sua maioria, composto de alunos dos 23 campi da Unesp, mas muitos vieram também de outras instituições. Marcos Vinicius Vieira Fernandes, por exemplo, é estudante de educação física na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Samantha Ciuffa
'Para todas as tribos': Marcos Vinicius veio de Uberlândia para curtir aquele que promete ser o maior O Inter de todos

"Alguns amigos que já conheciam o Inter me convidaram para vir e eu estou impressionado. Nunca tinha participado de um evento universitário deste porte e estou gostando bastante", conta o jovem de 24 anos.

O Inter, de fato, é considerado a maior competição universitária esportiva do País e, até o dia 5 de novembro, deve reunir mais de 10 mil universitários dos campi da Unesp, além de um público estimado de aproximadamente 5 mil visitantes.

INCENTIVO

E até mesmo alunos do câmpus experimental de Rosana, que conta com apenas dois cursos, vieram a Bauru para esta edição. Ontem, a estudante de turismo Jéssica Latanzi, 20 anos, e a graduanda de engenharia de energia Renata Sander, 21 anos, levaram animação e incentivo aos jogadores do futsal no ginásio da Escola Estadual Stela Machado.

E o esforço foi bem-sucedido: os meninos ganharam da equipe de São Vicente por 5 a 0. "Temos que apoiar porque, como somos um câmpus pequeno, queremos deixar nossa marca", diz Jéssica, que é atleta de futsal, vôlei e corredora de 100 e 200 metros. Apesar de não costumar ir nas festas, ela diz que espera conseguir acompanhar a amiga Renata nos shows de Ludmilla e Nego do Borel, que ocorrem hoje no Recinto, a partir das 23h (leia mais na página 17).

Além de participar das festas, o doutorando em medicina veterinária na Unesp de Jaboticabal, Igor Luiz Salardani, 28 anos, também é jogador de vôlei de quadra no O Inter e torcedor dos colegas nas horas vagas. "É uma interação bem bacana e uma oportunidade, a cada ano, de conhecer cidades que possuem Unesp"

"Outro ponto positivo é que o evento valoriza a cidade-sede e movimenta a economia", completa Júlia Zenatti Ferrenha, 19 anos, estudante de medicina veterinária também em Jaboticabal.

Samantha Ciuffa
Beatriz e Natasha, de Bauru, venceram dupla de Assis

Para este ano, segundo os organizadores, a estimativa é de injeção de R$ 20 milhões na economia bauruense, considerando a movimentação de restaurantes, casas noturnas, hotéis, supermercados, padarias, postos de combustíveis e lojas do comércio.

NA FRENTE

As estudantes Natasha Gallinari, 22 anos, de educação física, e Beatriz Vacari Bondança, 24 anos, de engenharia mecânica, moram na mesma casa, em Bauru, mas somente nesta edição do O Inter conseguiram jogar juntas. Apesar de não terem treinado tanto quanto desejavam, as jogadoras de vôlei de praia se saíram bem no primeiro jogo na avenida Getúlio Vargas, ontem, vencendo a dupla vinda de Assis.

"Cada uma participa desde 2013 jogando em outras modalidades. Nós sempre tivemos bons resultados, mas, neste ano, deu certo", conta Beatriz, salientando que, com moderação, todo atleta tem condições de aproveitar as festas do evento. "Quem joga para ganhar, como a gente, precisa ter consciência, não voltar para casa muito tarde e nem exagerar na bebida", observa.

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