Política

Prefeitura espera reintegração no Distrito 4

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

A Prefeitura de Bauru e líderes de movimentos sociais se reuniram, na manhã de ontem, para tratar da questão da moradia popular e dos assentamentos que abrigam, atualmente, 3 mil famílias em diferentes pontos da cidade. Foi solicitada a retirada do pedido de reintegração de posse da área ocupada no Distrito Industrial 4, na região da Quinta da Bela Olinda, mas o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) afirma que a reintegração está mantida. Ele acredita que, com o diálogo, a retirada das famílias possa ocorrer de forma pacífica.

"Aquela área é do Distrito Industrial 4, o que estamos fazendo é negociando uma saída pacífica das famílias. Já iniciamos um cadastramento das famílias tanto daquela área quanto das demais. Aquelas que se encontrarem em situação de vulnerabilidade, serão acolhidas em outro local, até que o programa habitacional para faixa de renda de até um salário mínimo seja concluído", afirmou o chefe do Executivo.

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) acompanhou a visita. Ele, inclusive, pode ajudar o município a conseguir recursos para a construção de uma infraestrutura básica em locais ocupados, demanda que foi reiterada na reunião, como o abastecimento de água nos acampamentos.

PROGRAMA

A questão fundiária em Bauru passou a ter dimensões amplas no ano passado, com a presença de diversos acampamentos de sem-tetos e sem-terras na cidade. A prefeitura anunciou, neste ano, que pretende realizar um programa habitacional para atender a 2 mil famílias, na área anexa ao Distrito Industrial 4, que seria usada pela Tilibra, mas foi devolvida ao município há alguns meses.

A formatação do programa, contudo, ainda não foi concluída. Os moradores do acampamento existente nos lotes do Distrito Industrial 4 que se enquadrarem em critérios socioeconômicos prévios serão realocadas para alguma área próxima, afirma o prefeito, mas isso ainda está em fase de negociação.

Já outra área na região do Jardim Mary (próximo da Unesp) também está em processo de locação pelo município, para abrigar famílias de outros acampamentos. "São várias áreas da cidade que sofreram esse processo de ocupação, alguns que não fazem parte deste movimento. O programa habitacional será para todos, começando pelos que estão em condição de vulnerabilidade maior", finaliza Gazzetta.

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