Tribuna do Leitor

Argumento e Contra-argumento

Luís Paulo Domingues
| Tempo de leitura: 2 min

Sr. Helton, gostaria que você fosse capaz de contra-argumentar o texto que eu escrevi sobre o Hitler, pois penso que era esse o intuito em sua resposta publicada nesta Tribuna. Para tanto, o sr. teria que tomar um ou mais de meus argumentos e refutá-los. É simples; bastando, para ter êxito, possuir uma ou mais contra-argumentações.

Porém, em sua resposta às minhas considerações, o sr. começa dizendo que, com certeza, eu sou comunista, mesmo que não haja uma linha no meu texto a defender a esquerda ou o comunismo - eu estava discorrendo sobre o viés ideológico do Hitler, apenas. Ou seja, isso não é um contra-argumento, mesmo que eu fosse comunista, pois o que eu sou ou deixo de ser não estava no conteúdo do texto.

Quanto ao funk carioca (veja como o sr. foi longe do assunto em pauta), ele não existia nos anos 1930 e 1940, o que, na minha opinião, foi uma sorte danada para as pessoas que viveram aquela terrível guerra mundial - pois, pelo menos, não foram obrigadas a ouvir esses trinados terríveis que temos que aguentar nos dias de hoje. Sua resposta fala do MAM, da ideologia de gênero, Foro de São Paulo... Nada disso havia na época a qual me reportei. A única ideologia de gênero entendida por Hitler era: se é gay, morre! E o sr. diz que ele era comunista e que os comunistas são a favor de "gayzificar" o mundo. Pois bem, Hitler era terminantemente contra os homossexuais. Duvido que o Pondé pense o contrário.

Quanto às ferrovias brasileiras (também nada a ver com o Hitler), elas foram mesmo totalmente sucateadas durante a década de 1970-80, para dar lugar aos empreendimentos rodoviários privados. Só não consegui entender se, neste caso, o sr. tem em mente que o regime militar - que sucateou as ferrovias - também era comunista.

Enfim, precisamos sentar em um café e trocar uma ideia ao vivo. Penso que por carta não estamos nos entendendo.

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