| Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas |
![]() |
| Presidente Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negociaram com parlamentares |
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nessa quinta-feira (9) que a reforma da Previdência será mais enxuta, mas afirmou que a redução da proposta não pode ser superior a 50% do previsto originalmente.
O texto enviado pela equipe econômica ao Congresso no ano passado previa economia de cerca de R$ 800 bilhões. O relatório aprovado em comissão especial, que está sendo rediscutido, foi desidratado e já representava 75% da proposta inicial.
Ele declarou ainda que, nas negociações, o governo não abrirá mão da idade mínima, do período de transição e da equiparação do setor público e do privado. Meirelles disse que esses três pontos não garantiriam os mais de 50% almejados.
"A unificação dos sistemas é muito importante. Isso é a base. Mas tem uma série de outros pontos, como tempo de contribuição, que estamos discutindo", afirmou.
Segundo ele, a redução de 25 para 15 anos do tempo mínimo de contribuição tem custos e precisa ser compensado em outros pontos da própria reforma, como revisão de isenções e subsídios.
Meirelles disse que governo e aliados chegaram a um acordo para votar a reforma na Câmara ainda neste ano.
Mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o clima para aprovar a reforma é difícil e que só colocará a proposta em votação quando tiver certeza de vitória.
São necessários 308 dos 513 votos na Casa, em duas votações. Depois o texto segue para a apreciação do Senado.
